quinta-feira, 8 de março de 2012

A Quem Interessa Desvalorizar o Servidor Municipal?


DIA 15 VOCÊ VAI RECEBER A SUA MERITOCRACIA.

MAS É IMPORTANTE QUE VOCÊ SAIBA:

1. O Prefeito considera a meritocracia a solução para a questão salarial dos servidores;

2. As metas podem ser revistas a qualquer tempo, como já aconteceu em 2010, quando após atingidas, estas foram  aumentadas;

3. Há fatores externos ao seu empenho que podem impedir o alcance das metas;

4. Não há garantias de que a meritocracia será mantida nos próximos anos, por este ou por outro Prefeito, seja por vontade política, seja pela impossibilidade de alcance das metas;

5. O valor a ser recebido a título de meritocracia tende a diminuir a cada ano.   Observe que isso já aconteceu em 2010, quando poderíamos ganhar até 1,7 salário; em 2011, esse limite foi reduzido para 1,2;

6. O servidor aposentado não recebe meritocracia.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Debate: O Rio Tem Solução?

Neste ano de 2012 teremos eleições municipais, uma oportunidade ímpar para se discutir a situação financeira carioca – questão central – seja qual for o governante. Por isso, a partir de março iniciaremos em março uma série de debates com autoridades capazes de interferir nos rumos do Rio (programação completa mais abaixo).

Assim, o Fórum Popular do Orçamento, Corecon-RJ e o Programa Faixa Livre te convidam para o debate:

O RIO TEM SOLUÇÃO?

No dia 6 de março, terça-feira, às 18h30.
Auditório do Corecon-RJ (Av. Rio Branco 109 – 19º andar).

A estrutura do debate é a seguinte:
- Apresentação dos dados orçamentários coletados pela equipe do FPO-RJ;
- Formação da mesa com a exposição da Verª. Andréa Gouveia Vieira (PSDB);
- Comentário do Econ. Mauro Osório;
- Debate livre.

O acesso é livre, gratuito e sem necessidade de inscrição.

 

Programação:

6 de março, terça-feira
Verª. Andréa Gouveia Vieira (PSDB)

22 de março, quinta-feira
Dep. Otávio Leite (PSDB)
5 de abril, quinta-feira
Dep. Clarissa Garotinho (PR)

12 de abril, quinta-feira
Dep. Romário (PSB) - a confirmar
3 de maio, quinta-feira
Ver. Adilson Pires (PT)

10 de maio, quinta-feira
Pref. Eduardo Paes (PMDB) - a confirmar

31 de maio, quinta-feira
Dep. Marcelo Freixo (PSOL)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O ano em que o servidor parou a Câmara (e o Banco Mundial)

Faz algum tempo, mas parece que foi ontem, era o primeiro sábado do outubro de 2010 pela manhã e a manchete de um dos principais jornais do estado dizia: ‘É o fim da integralidade para os futuros aposentados’. Era uma chamada que por si só já tirava o sono, mas a notícia era bem mais perturbadora. Dava conta de um pacote de maldades para o servidor do município do Rio que era composto ainda pelo fim da paridade com a ativa e um redutor de 70% nas pensões às famílias. Resumidamente, as conquistas garantidas em nosso regime próprio, último grande direito intocado do servidor do Rio e pilar de sustentação para um quadro estável e qualificado, caía, mas não foi este o final desta história.

Inesquecíveis os dias que seguiram. O domingo e a segunda foram de intensas articulações entre as mais diversificadas lideranças, que já caminhavam na via da articulação contra atos de malfeitos na previdência. Na terça em que seria votado o hoje famoso projeto de lei complementar, PLC 41/2010, a Câmara Municipal era servidor que não acabava mais, lideranças de todas as classes se aglomeravam ao redor de cada parlamentar solicitando explicações sobre tamanho ataque ao serviço público da cidade, tudo feito sem o menor debate. Numa importante demonstração de prudência e cautela, o legislativo tirava de pauta o projeto que nem os próprios parlamentares conheciam.

Seguiu-se o debate, e a fraqueza da justificativa das medidas era tão grande quanto a desfaçatez de quem as propunha. Segundo relatos do governo, os cortes seriam para ‘garantir a saúde financeira’ do regime e só atingiriam os próximos ingressantes. Esqueceram-se de um importante detalhe, eram conhecidas as previsões de quebra no curto prazo, cinco ou seis anos, do combalido FUNPREVI judiado arbitrariamente por sucessivos governos. Ora, se eram medidas apenas pros próximos ingressantes, seus efeitos financeiros só seriam consideráveis no longo prazo, após aposentação ou óbito destes ingressantes. Repentinamente o cheiro de coisa suja tomou nossas narinas. Logo depois, a descoberta: o corte de direitos no nosso regime era uma imposição do Banco Mundial, esse nosso velho conhecido que ao lado dos políticos de moralidade duvidosa deste país promoveram um verdadeiro saque ao patrimônio coletivo do povo brasileiro.

Caído o manto, inimigo reconhecido, restava a organização para defesa, e foi o que fizeram de forma exemplar e magistral as lideranças dos servidores do Rio. Estava formado o MUDSPM – Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal – constituído por grandes entidades dentre elas a que veicula este artigo, FASP-RJ.

Daí por diante os servidores da cidade maravilhosa protagonizaram um momento radiante de sua história, não houve quem não tivesse ouvido as siglas MUDSPM e PLC-41. Foram pilhas de panfletos e cartilhas, dezenas de pautas em assembléias de classe, inúmeros atos públicos, reportagens e programas de rádio e tv ocupando as consciências com o fundamental debate defesa do serviço público. Repentina e surpreendentemente, uma demanda geral ganhava primazia sobre as legítimas questões mais imediatas em quase todas as carreiras, tudo muito bem coordenado e articulado. Claro que também não acabou por aqui.

Travado em seus objetivos, reagiu o governo com muito mais força e muito mais empenho. A prefeitura resolveu encaminhar para votação em urgência um robusto projeto de lei, o PL 1005/2011. Desta vez era muito bem elaborado, de uma engenharia financeira, orçamentária e política bem mais complexa que a primeira. Tratava, segundo seus objetivos declarados, da capitalização do FUNPREVI. Era na verdade uma mágica, pra ser educado, atuarial. A proposta era sanear o déficit do FUNPREVI ao mesmo tempo que reduzindo as despesas do Tesouro com o fundo. Como? Comprometendo, principalmente, os recursos reservados à assistência ao servidor era a sentença de morte da carta de crédito imobiliário, plano de saúde, dentre outros benefícios, no médio prazo, entraram também no pacote recursos do orçamento da educação e da saúde além de royalties ‘vindouros’ do petróleo. Embora o equacionamento do déficit fosse um desejo de todo servidor, aceitar ser questionamento uma proposta dessa natureza seria ato de muita ignorância ou de muita má fé.

Este projeto era realmente muito valioso para o governo, foi seguramente provocado pelo fracasso político do PLC-41, mas como era tiro único, tendo em vista o desgaste na Câmara e a premência do calendário eleitoral, veio recheado de soluções para outras pendências administrativas da atual gestão municipal, mobilizou muitas cabeças que precisavam resolver questões como dar ar de legalidade no investimento mínimo da educação para o recebimento do FUNDEB; anistia de dívidas, até hoje não totalmente conhecidas, entre a prefeitura e o FUNPREVI; viabilizar a transferência de parte do patrimônio dos servidores à especulação imobiliária dentre outras coisas. Foram potentes as investidas do governo em favor deste PL, as dos servidores, que só queriam debatê-lo suficientemente, também. Seguramente, foi o período mais tenso para os vereadores da atual legislatura. As atividades na CMRJ foram travadas em 2011 por, no mínimo, dois meses tentando-se um acordo sensato. Sem sucesso. 

De forma escandalosa para a democracia no Rio, foi aprovado o PL 1005, exatamente da maneira proposta pelo governo. Foi uma ode ao autoritarismo que contou com a truculência da PM para garantir reserva de vaga na galeria da Câmara para uma ínfima claque governista.

Os verdadeiros efeitos do PL 1005, hoje lei 5.300/2011, ainda não são conhecidos, mas seguramente chegam bem rápido. É preciso estar muito atento a isto. No entanto, os verdadeiros efeitos da mobilização dos servidores, até então desconhecido pelas novas gerações, estão claramente postos. É bem verdade que não fizemos a história como a queríamos, apenas passou pela boca o gosto da vitória contra o PL 1005, mas o Banco Mundial também não a fez, e o PL 1005 foi seguramente o projeto mais custoso que um governante já pensou ter na cidade, isto não é pouca coisa. Fundamental é ficar registrado na história e nas consciências que isto só foi possível graças ao vital desenvolvimento da capacidade de agir juntos e de forma articulada, sem heroísmos, sem vaidades, sem apelos a falsos deuses e sem apegos a pequenas diferenças. Se ainda hoje o servidor do Rio tem garantida a paridade e a integralidade nas aposentadorias e pensões, todos saibam que isto  não se deve a ninguém em particular, nem a qualquer gesto mágico ou transcendente, isto é real e deve-se à mobilização e à consciência de que somos todos Servidores Públicos do Município do Rio de Janeiro, sigamos!!!

Conheça o MUDSPM em http://www.mudspm.blogspot.com/

Ulysses Silva é Cientista Social, Presidente da ASPREV-RIO e membro do MUDSPM

Fonte: publicado no Correio da FASP-RJ, jan/fev 2012.


A verdade sobre o déficit

Previdência vai patrocinar campanha pela desmistificação das contas da Seguridade

Por Aline Salgado

Rio -  Sai ano, entra ano, e o discurso sobre o déficit nas contas da Previdência Social parece não mudar. Contrariando as expectativas, no entanto, o Ministério da Previdência Social aceitou tratar do tema de frente e promete patrocinar campanha nacional para desmistificar os números no vermelho.

O projeto terá início no próximo mês, em parceria com centrais sindicais e instituições representativas dos aposentados. Pelo cronograma, assinado em dezembro pelo secretário de políticas da pasta, Leonardo Rolim, a campanha vai rodar o País.

Foto: Arte O Dia




As capitais receberão palestras sobre o sistema da Seguridade Social — que engloba Previdência Social, Saúde e Assistência Social — e a real situação do caixa que financia a Previdência.“A ideia é que, ao final dos encontros, sejam retiradas propostas de melhorias, como um projeto de reforma previdenciária que venha para melhor. Esperamos que o governo não recue no compromisso”, afirma Maurício Oliveira, assessor econômico da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap).

Auditor fiscal da Receita e especialista na área, Fábio Zambitte confirma que a Seguridade Social hoje é superavitária. Segundo ele, apesar das contas em ordem, é preciso reformas urgentes.

“As contribuições sociais, criadas com destinação exclusiva a este fim, são excedentes às despesas. Esse ponto é incontroverso. O sistema previdenciário brasileiro é financeiramente equilibrado, superavitário, mas, incrivelmente, isso não implica afirmar que está sadio”, avalia.

Problemas viriam de renúncia previdenciária e da DRU

Para a Cobap, o cálculo do déficit que o governo divulga seria uma fórmula simplista e conceitualmente errada, pois faz somente a subtração da arrecadação líquida do total de todos os benefícios previdenciários, não levando em conta os repasses do orçamento da Seguridade Social, como as contribuições sociais (Cofins, PIS/PASEP, CSLL).

O desvio de parte das receitas para gastos em outras áreas, permitido por lei, além da renúncia previdenciária concedida a determinadas empresas, seriam a explicação para o verdadeiro déficit.

Fonte: publicado no Jornal O Dia em 18 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Desvalorização do Fisco Municipal

Fonte: publicado no Jornal O Dia em 1 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Brasil: a curiosa conversa da oligarquia financeira



Afirma-se que é preciso cortar serviços públicos agora, para (mais tarde…) reduzir os juros. Veja o que está por trás deste argumento

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu de férias ontem (3/1), por quinze dias, segundo informou a repórter Luciana Otoni, no Valor. A motivação do jornal, cujo público inclui executivos financeiros, não é, claro, o merecido descanso do ministro. A viagem de Mantega – substituído interinamento pelo secretário-executivo do ministério, Nelson Barbosa – indica que deverá ficar para fevereiro a decisão do governo sobre um possível corte no Orçamento da União para 2012. Ao contrário do que fez o Estadão, no domingo (veja nosso comentário), o Valor reconhece que a decisão não está tomada. Portanto, talvez haja tempo para promover o que a oligarquia financeira [para conhecê-la, leia Patrick Viveret] mais teme: um debate sem mistificações sobre o tema.

Nos últimos anos, cresceu muito, entre a sociedade, o desconforto em relação ao pagamento dos juros da dívida pública – por meio dos quais o Estado transfere maciçamente recursos , do conjunto da população para uma ínfima minoria de grandes aplicadores endinheirados. O eventual corte no Orçamento visa, como sempre, abrir espaço para manter ou ampliar esta transferência. Mas, com o tempo, tornou-se impossível defender o movimento a seco. Por isso, surgiu um argumento curioso: ao reduzir as despesas com serviços públicos e direitos sociais agora, o Estado estaria abrindo espaço (este é o termo-chave) para reduzir o pagamento de juros… mais tarde.

A própria lógica do raciocínio é exótica. Todos compreendemos que, para realizar um novo gasto é necessário, às vezes, cortar outro, já existente ou programado (“adio uma viagem de férias para arrumar a casa”). Mas por que a redução de uma despesa perdulária dependeria da eliminação anterior de outra? Seria como se um jogador compulsivo dissesse: “vou cortar as despesas de educação da família agora para poder, daqui a seis meses, deixar o cassino”. Ou, no caso de um glutão voraz: “Em 2012, não como mais frutas. Assim, abro espaço para esquecer a mesa de doces… em 2013”.

Na prática, a incongruência torna-se ainda mais clara. Em fevereiro de 2011, poucas semanas depois de tomar posse, a presidente Dilma decretou um corte equivalente a 50 bilhões de reais, nos serviços públicos. Isso não evitou que, ao longo do ano, o pagamento de juros batesse todos os recordes anteriores: R$ 216,1 bilhões até novembro. Em onze meses, a sociedade transferiu, para a oligarquia financeira, doze vezes mais recursos que os destinados à Bolsa-Família, ou sete vezes o valor a ser investido na Copa do Mundo, ao longo de quatro anos.

Se valores tão vultosos estão envolvidos, e vivemos numa democracia, seria natural que governo, Congresso e em especial a mídia estimulassem um amplo debate sobre o tema. Estranhamente, os mesmos jornais que fazem imenso alarde em torno de somas irrisórias (alguém se esqueceu do “escândalo da tapioca”?), emudecem por completo diante de rios de dinheiro. Haverá aí algo de cumplicidade? Será a isso que Ignacio Ramonet se refere, quando diz temer as democraduras – alianças entre os poderes econômico, midiático e eventualmente militar?

Da velha mídia, seria difícil esperar outro comportamento. Mas, ao menos em palavras, a presidente Dilma tem condenado o caminho desastroso seguido por governos que, diante da crise, atacam direitos e serviços. Oxalá o ministro Mantega, revigorado pelas férias e livre das pressões quotidianas, encontre inspiração para pensar a respeito. E não seria mau se os movimentos sociais, cujas reivindicações têm tanto a ver com um novo padrão de serviços públicos, entrassem no debate.

Fonte: Blog Coletivo Outras Palavras, Antonio Martins, publicado em .

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Direito do professor é fundamental!

O professor não pode ser metade professor, e metade bóia-fria da educação

Nossa última postagem deste ano vai dirigida aos professores do ensino fundamental da Cidade do Rio. Isto para que, logo no início de 2012, seus direitos plenos sejam definitivamente reconhecidos.

Na Cidade do Rio, há mais de uma década, milhares de professores do Ensino Básico trabalham 40 horas, e são pagos regularmente por 20 horas, e as outras 20 são pagas como se fossem “bóias frias”: através de um artifício com um codinome de “encargos especiais”. E essas outras 20 horas – a chamada de dupla regência – ficam de fora do pagamento regular de seus direitos estatutários e previdenciários.
Definitivamente, esta situação de irregularidade funcional urge ser corrigida, não importando o tempo que ela vem sendo praticada. Sempre é tempo de corrigir o que está errado!

E como a educação é uma questão inadiável, e o professor é sua figura central e essencial, cabe à Secretaria Municipal de Educação cumprir promessa feita durante a Audiência Pública do Orçamento, ocorrida na Câmara Municipal neste ano de 2011, garantindo a todo professor da rede municipal, a partir de 2012, a manutenção da jornada de 40 horas para aqueles que quiserem.

É necessário, como consequência, corrigir a designação “dupla regência”, bem como a rubrica de pagamento: de “encargos especiais” para a rubrica correta que é vencimento!

Diz o art.112 do Estatuto dos Funcionários Públicos (lei 94/79):

"Art. 112: Vencimento é a retribuição fixada em lei pelo exercício do cargo."

Pergunta-se: se o professor que trabalha como professor 20 horas + 20 horas, não estaria ele exercendo o próprio cargo 40 horas? O de PROFESSOR?

Resposta óbvia: sim.

Então: o vencimento, então, correspondente não seria o de cargo de professor 40 horas?

Resposta óbvia: sim

Há algum impedimento legal ou constitucional, em função de concurso, para esta implantação?

Resposta simples: não, já que a Constituição determina que o concurso seja para o cargo/carreira, e não para o tempo da jornada de trabalho, que, evidentemente, pode ser alterada, (como o é, por exemplo, na UERJ, onde trabalho, onde ocorre, comumente, para professores de Direito. Se fosse ilegal, isto não se praticaria logo lá!).

A manutenção do chamado regime de dupla regência, da forma em que é pago, sem reconhecimento dos direitos do professor, inclusive com a retirada do pagamento no mês de janeiro, avilta os membros do magistério da nossa Cidade.

Isto porque deles são subtraídos não só a incidência de outras gratificações sobre a jornada integral, que eles prestam, como qualquer outro funcionário da Prefeitura, como também deles são subtraídos os legítimos direitos previdenciários, quando aposentados, após 5 anos ininterruptos de jornada de 40 horas!

Nesta Cidade Maravilhosa este reconhecimento dos direitos dos Professores do ensino básico é a prioridade sobre qualquer outra. Ou não?

Que 2012 comece, então, com o exemplo na área do Ensino Básico. Tudo para que seja efetivo o discurso da construção de uma cidade com qualidade de vida, viável apenas se tivermos uma sociedade mais justa, porque solidária - a começar com o PROFESSOR de Ensino Fundamental.

Fonte: blog da vereadora Sônia Rabelo, publicado em 22 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Presidente do Previ-Rio admite projeção de quebra do FUNPREVI em 2015

Finalmente, alguém no governo Paes teve dignidade para assumir a verdade em relação às contas do FUNPREVI. Em audiência pública na comissão de orçamento, finanças e fiscalização financeira da CMRJ, presidente do Previ-Rio admitiu a projeção de quebra do FUNPREVI já em 2015 - “De fato há esta projeção, mas temos possibilidadese mecanismos legais para reverter este cenário, se for necessário”.

"Mentira tem pernas curtas" foi o nosso post do dia 22 de setembro logo após a truculenta e imoral aprovação do fatídico PL 1005, que, segundo o governo Paes, seria para capitalizar o FUNPREVI. O MUDSPM denunciou a farsa e provou que seus reais objetos eram bem menos nobres - anistiar a dívida bilionária entre o tesouro e o fundo, desviar recursos do orçamento de escolas e hospitais para pagamento de aposentadorias, esvaziar o patrimônio do Previ-Rio que financia aquisição de imóveis e plano de saúde do servidor - a caixinha de maldades do governo Paes contava ainda com uma reforma que reduziria as pensões a 70% além de acabar com a paridade e a integralidade no serviço público da cidade olímpica, só não levou adiante este projeto (PLC 41) porque a mobilização dos servidores tirou as condições políticas para aprovação na Câmara impedindo que se completasse a torrente de maldades contra o serviço público do Rio, cabe lembrar que o PLC 41 ainda tramita na CMRJ.

Há pouco mais de um ano, a mesma presidente do Previ-Rio, anunciou o corte de direitos dos servidores e agora afirma que 'tem mecanismos legais' para reverter o cenário de quebra do fundo. Ora!!! E a cartinha que eu recebi no meu contracheque dizendo que minha aposentadoria está garantida depois do PL 1005? E a propaganda no D.O. de página inteira dizendo que o projeto de capitalização foi uma 'vitória' do servidor? O que tem a falar aquela turma de 'servidores' do palácio que vendeu apoio ao projeto que descapitalizou a previdência de todos? Ora!!! Antes da lei 5.300/2011 (PL 1005) a previsão de quebra era 2017, agora a previsão é 2015? Quais são estes 'mecanismos legais' pra resolver isto? Não seria uma efetiva capitalização do FUNPREVI? Estão falando de corte de DIREITOS ou não estão? E a farsa do dinheiro dos royalties?

Servidor previdente é servidor organizado, mobilizado e vigilante. O MUDSPM veio para ficar. Nada passará despercebido!