quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Convocação - ato unificado

O movimento Unificado em Defesa do Serviço Publico Municipal convoca os servidores ativos, inativos e pensionistas vinculados ao regime próprio do município do Rio - Previ-Rio/FUNPREVI - a comparecer no Ato Unificado contra o PL 1005 e contra o PLC 41. A concentração é na próxima terça-feira, dia 30, partir das 14h, na Cinelândia em frente à Câmara Municipal.

Vamos derrotar as reformas do atual governo que corta direitos do servidor do Rio.

Vamos exigir das autoridades uma gestão transparente da nossa previdência e com os servidores no comando.

Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal.

Projeto de Lei 1005/2011 - Prefeito volta a solicitar tramitação em regime de urgência.

Colegas, o momento é grave!

Mais do que nunca, o futuro das nossas aposentadorias e pensões depende de nossa mobilização e a batalha agora é na Câmara Municipal.

O Movimento Unificado dos Servidores Municipais tem denunciado desde a publicação do PL1005 que este projeto de 'capitalização do FUNPREVI' é claro quando anistia a dívida de mais de R$ 1.500.000.000,00 do Tesouro com a previdência; compromete verbas carimbadas do orçamento da Educação e da Saúde, mas passa longe de uma solução efetiva contra a quebra do FUNPREVI no curto prazo.

Fizemos muitos estudos sobre o projeto, inclusive com consultoria especializada; passamos por muita discussão com vereadores, Tribunal de Contas, representantes do governo. Uma certeza prevaleceu: o PL1005 não garante o custeio das nossas aposentadorias e pensões. Solicitamos ao governo Paes informações que nos provassem o contrário, a resposta dada até agora foi a retomada do regime de urgência no PL. Sendo assim o projeto 1005 poderá ser votado na Câmara já na terça-feira sem nenhuma discussão.

NÃO É ESTE O PLANO DE CAPITALIZAÇÃO QUE QUEREMOS!!! O PL 1005 PRECISA SER DERROTADO!!!

Estamos elaborando uma estratégia de mobilização que divulgaremos em instantes.

ESTAMOS UNIDOS, FAÇA PARTE DESTE MOVIMENTO!!!

Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

REUNIÃO DO MUDSPM COM REPRESENTANTES DO GOVERNO PAES SOBRE O PL1005

O Movimento Unificado se reuniu no dia 18/08 com o Secretário da Casa Civil que estava acompanhado da Presidente, chefe de gabinete e atuário do Previ-Rio. Iniciamos as conversas registrando que a documentação solicitada no encontro anterior - memória de cálculo do déficit previdenciário de 2011 apresentado na avaliação atuarial; plano de custeio das despesas do FUNPREVI considerando as receitas previstas no PL e a discriminação das dívidas existentes entre o FUNPREVI, PREVIRIO e Município citadas no PL - não foi disponibilizada aos servidores até o início da reunião.

Os representantes do Movimento foram acompanhados e assistidos tecnicamente por um atuário de notório saber em ciências atuariais e reconhecida experiência em planejamento previdenciário. O consultor do Movimento, que estudou o PL e a avaliação atuarial que lhe deu subsídios, diagnosticou falhas e formulou alguns questionamentos que não foram satisfatoriamente esclarecidos pelos técnicos do governo presentes.

O segundo segmento do debate girou em torno da discussão sobre o PL1005 enquanto solução para o problema da saúde financeira do FUNPREVI. Os representantes do governo não conseguiram provar que os aportes de recursos previstos no PL1005 evitam a quebra do FUNPREVI no curto prazo (2 ou 3 anos), já que desde janeiro, ou seja, antes da devida autorização legal, o Município do Rio vem executando a transferência de recursos pela fonte 265 (contribuição suplementar prevista no ainda não aprovado PL1005) e ainda assim as disponibilidades financeiras do FUNPREVI baixaram de R$ 1,806 bi em dez/2010 para 1,614 bi em jun/2011, ou seja, redução de R$ 192 milhões.

No final desta reunião, o Secretário se prontificou a responder todos os questionamentos mas pediu que eles fossem entregues por escrito até segunda-feira. O governo responderia as questões até quarta-feira. Ficou cancelada a reunião anteriormente marcada para sexta-feira (19/08) sem a garantia de um novo encontro pra tratar do assunto.

Diante do atual impasse sobre os pontos polêmicos do projeto, das dificuldades  em relação ao fluxo de informações e dos poucos avanços obtidos nas negociações, o movimento apresentará uma proposta ao governo nos próximos dias, que segundo nosso entendimento melhor atenda aos anseios dos servidores e expresse nossa posição definitiva sobre o PL 1005/2011.

Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal/RJ

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Comunicado oficial do Movimento


Colega Servidor,

A primeira reunião do Secretário da Casa Civil Pedro Paulo e assessores  com os representantes do Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal na segunda feira, demonstrou o que todos já  sabiam, as explicações apresentadas  não conseguiram responder o principal questionamento do funcionalismo:

Quem vai arcar com as nossas aposentadorias e pensões?

Hoje os recursos financeiros do FUNPREVI são insuficientes para pagamento das suas obrigações, utilizando da venda dos ativos do FUNDO (títulos do Tesouro) para cobrir as obrigações atuais, ou  seja, o déficit  do fluxo de caixa.  Nesta reunião a própria Prefeitura reconheceu que em 2014 os recursos terminarão.

A real situação fundiária dos imóveis a serem transferidos para o FUNPREVI, a contribuição suplementar que está saindo do orçamento da Saúde e Educação, o aporte financeiro imediato ao FUNPREVI, a quitação da dívida do Tesouro com o FUNDO, entre outros questionamentos continuam sem respostas.

A próxima reunião está agendada para sexta feira, dia 19 de agosto às 16 horas.

É vital que você permaneça atento aos nossos informes.

Continue mobilizado.

Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal RJ

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Reunião com o Prefeito


Após a reunião do Prefeito com as lideranças dos servidores no Palácio da Cidade, o PL 1005 foi retirado do regime de urgência por 15 dias.


Já está marcada uma nova reunião com o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo,  na semana que vem para dar continuidade ao debate.

Foi um passo importante mas o estado de mobilização continua.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Prefeito quer conversar sobre a reforma da previdência, mas não retira regime de urgência


Ontem foi mais um dia de mobilização na Câmara, um dia de importantes resultados. Nos reunimos com o vereador Adilson Pires, líder do governo na Câmara, que trouxe do prefeito o pedido de uma reunião com as lideranças dos servidores no Palácio da Cidade, amanhã (quinta-feira), pela manhã. Parece que o governo começa a mostrar respeito dizendo que quer conversar sobre o PL 1005. Continuamos atentos, porque a nossa principal reivindicação ainda não foi atendida, o projeto continua inexplicavelmente com regime de urgência, apesar dos pedidos nossos e de dezenas de vereadores.
Servidor(a), temos nos dedicado muito ao enfrentamento deste momento que é seguramente um dos mais temerários que já enfrentamos em matéria de garantia de direitos, continuaremos firmes e venceremos, mas o seu apoio com a mobilização é que nos encoraja e fortalece. Continue mandando e-mails para as autoridades, jornais, multiplicando nossos informativos eletrônicos e divulgando nosso blog. A hora exige o esforço de todos e todas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Não mexa na minha aposentadoria!

A mobilização dos servidores continua e só com nossa atuação podemos corrigir os rumos da administração dos recursos do FunPrevi.

Hoje saberemos a posição do Prefeito Paes sobre a retirada da "urgência" da tramitação do PL 1005. Os servidores querem respostas ao relatório sobre o PL 1005 entregue aos vereadores na ultima terça feira. O numero de vereadores que assinaram o pedido de retirada deve aumentar se mostrarmos a nossa força.

Não mexa na minha aposentadoria! Contra o PL 1005 e 41.

Mande uma mensagem com este titulo e com o texto sugerido abaixo para o Prefeito, o Secretário da Casa Civil, de Fazenda e a todos os vereadores expondo a nossa indignação! Convoque também seus familiares e vizinhos.

"Senhor
Sou servidor municipal e peço seu apoio para que seja retirado o regime de urgência do PL 1005, que trata sobre o Plano de Capitalização do FUNPREVI.

Não podemos admitir que este assunto seja tratado sem discussão, afinal é o futuro de mais de 150.000 pessoas, chegando a UM MILHÃO de cidadãos, se contarmos com os nossos familiares.

Vamos juntos dizer não ao PL 1005 e ao PLC 41."


eduardopaes@pcrj.rj.gov.br; pedropaulo@pedropaulo.ecn.br; erocque.smf@pcrj.rj.gov.br; adilsonpires@camara.rj.gov.br; cerruti@camara.rj.gov.br; afreitas@camara.rj.gov.br; andréa.vieira@camara.rj.gov.br; argemiropimentel@camara.rj.gov.br; bencardino@camara.rj.gov.br; carlinhosmecanico@camara.rj.gov.br; caiado@carlocaiado.com.br; contato@carlosbolsonaro.com.br; chiquinho.brazao@camara.rj.gov.br; dr.carloseduardo@camara.rj.gov.br; dr.edisondacreatinina@camara.rj.gov.br; doutor@eduardomoura.com.br; fernandomoraes@camara.rj.gov.br; dr.gilberto@camara.rj.gov.br; doutorjairinho@camara.rj.gov.br; drjoaoricardo@camara.rj.gov.br; doutor@jorgemanaia.com.br; eiderdantas@camara.rj.gov.br; eliomar@camara.rj.gov.br; elton.babu@camara.rj.gov.br; israel.atleta@camara.rj.gov.br; ivanirdemello@camara.rj.gov.br; joaocabral@camara.rj.gov.br; joaomendesdejesus@camara.rj.gov.br; vereadorjorgebraz@camara.rj.gov.br; jorge.felippe@camara.rj.gov.br; jpereira@camara.rj.gov.br; jorge.silva@camara.rj.gov.br; jose.everaldo@camara.rj.gov.br; leonelbrizolaneto@camara.rj.gov.br; lcramos@camara.rj.gov.br; marceloarar@camara.rj.gov.br; marcelopiui@camara.rj.gov.br; nereide.pedregal@camara.rj.gov.br; patrícia.amorim@camara.rj.gov.br; messina@camara.rj.gov.br; paulopinheiro@camara.rj.gov.br; prof.uoston@camara.rj.gov.br; reimont@reimont.com.br; renato.moura@camara.rj.gov.br; robertomonteiro@camara.rj.gov.br; rosa.fernandes@camara.rj.gov.br; vereadorrubensandrade@gmail.com; sferraz@camara.rj.gov.br; contato@soniarabello.com.br; vereadorataniabastos@camara.rj.gov.br; teresa.bergher@camara.rj.gov.br; tiocarlos@camara.rj.gov.br; veralins@camara.rj.gov.br


Abaixo, fotos da galeria na terça feira e a entrega do dossiê ao Vereador João Cabral.

MOVIMENTO UNIFICADO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL / RJ



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Projeto tranca-pauta

Fonte: Jornal Extra - 05/08/2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O dia em que o servidor do Rio parou a Câmara!

 Fonte: Jornal O Dia - 03/08/2011



Fonte: Jornal Extra - 03/08/2011

A SAÚDE VAI À PRAIA DOMINGO!

Vamos fazer uma manifestação e pedir o apoio da população

Médicos, dentistas, suas famílias e demais profissionais de saúde estão convidados a participar da atividade de protesto contra o descaso da saúde publica e a reforma da previdência municipal, que cassa os direitos dos seus servidores.  A manifestação será realizada no próximo domingo, dia 07/8, às 10h, em frente ao Copacabana Palace.

Na oportunidade serão colhidas assinaturas da população para um abaixo-assinado dirigido ao prefeito do Rio de Janeiro. O movimento contará com um grupo de teatro, que fará apresentação contando a história da crise da saúde pública e as suas mazelas. Na ocasião, serão distribuídas cartas à população, além da relação dos direitos dos usuários do SUS. No local também estarão painéis, que exibirão fotos da degradação da assistência da nossa população dos hospitais da rede pública.

Estarão presentes ao protesto, parlamentares e representantes da sociedade civil organizada.

Sua presença é fundamental para a vitória do movimento!

Contamos com você e seus familiares!

Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Semana de Mobilização contra o texto do PL 1005 (capitalização do FUNPREVI)

Servidores municipais, ativos, inativos e pensionistas:

A hora de agir é agora. Chegou o momento de cada um mostrar sua insatisfação contra o texto do PL 1005 que esvazia o patrimônio do Previ-Rio, que foi constituído com as contribuições do servidor, pra limpar a dívida que o Tesouro Municipal tem com nossa previdência. Como já informamos, o PL 1005 foi enviado pra Câmara em regime de urgência, isto significa que o texto pode ser colocado em votação a qualquer momento a partir de amanhã. Precisamos retirar o regime de urgência e garantir o debate sobre este projeto que, sabemos, não pode ser aprovado do jeito que está.

As entidades de representação do Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal preparou uma agenda de mobilização que começa com uma onda de correios eletrônicos aos vereadores. Ajude a divulgar pras pessoas não alcançadas por este blog.

Acompanhe! Compareça! Manifeste-se! A ação de CADA UM é que FAZ TODA DIFERENÇA.


Segue agenda:

- (segunda-feira) dia 1º de agosto - início da onda de correios aos vereadores que segue até o final da semana;

- (terça-feira) dia 2 de agosto - manifestação dos servidores nas galerias da Câmara a partir das 15h;

- (quarta-feira) dia 3 de agosto - seminário sobre a reforma da previdência organizado pela regional 7 do SEPE no auditório do C.E. Pref. Mendes de Moraes (Rua Pio Dutra, 353 - Freguesia - Ilha). O presidente da ASPREV vai compor a mesa esclarecendo os servidores sobre os projetos enviados à CMRJ pelo prefeito.

- (quinta e sexta-feira) 4 e 5 de agosto - panfletagem e adesivagem nos locais de trabalho.


Segue lista de correios dos vereadores, basta copiar e colocar no campo de endereço do seu e-mail:


adilsonpires@camara.rj.gov.br, cerruti@camara.rj.gov.br, afreitas@camara.rj.gov.br, andrea.vieira@camara.rj.gov.br, argemiropimentel@camara.rj.gov.br, bencardino@camara.rj.gov.br, carlinhosmecanico@camara.rj.gov.br, caiado@carlocaiado.com.br, contato@carlosbolsonaro.com.br, chiquinho.brazao@camara.rj.gov.br, dr.carloseduardo@camara.rj.gov.br, dr.edisondacreatinina@camara.rj.gov.br, dr.eduardomoura@camara.rj.gov.br, fernandomoraes@camara.rj.gov.br, dr.gilberto@camara.rj.gov.br, doutorjairinho@camara.rj.gov.br, drjoaoricardo@camara.rj.gov.br, doutor@jorgemanaia.com.br, eiderdantas@camara.rj.gov.br, elton.babu@camara.rj.gov.br, faustoalves@camara.rj.gov.br, ivanirdemello@camara.rj.gov.br, joaocabral@camara.rj.gov.br, joaomendesdejesus@camara.rj.gov.br, vereadorjorgebraz@camara.rj.gov.br, jorge.felippe@camara.rj.gov.br, jpereira@camara.rj.gov.br, jorge.silva@camara.rj.gov.br, jose.everaldo@camara.rj.gov.br, luizandredeco@camara.rj.gov.br, lcramos@camara.rj.gov.br, marceloarar@camara.rj.gov.br, marceloarar@camara.rj.gov.br, marcelopiui@camara.rj.gov.br, nereide.pedregal@camara.rj.gov.br, patricia.amorim@camara.rj.gov.br, messina@camara.rj.gov.br, paulopinheiro@camara.rj.gov.br, prof.uoston@camara.rj.gov.br, reimont@reimont.com.br, renato.moura@camara.rj.gov.br, robertomonteiro@camara.rj.gov.br, rosa.fernandes@camara.rj.gov.br, vereadorrubensandrade@gmail.com, sferraz@camara.rj.gov.br, soniarabello@camara.rj.gov.br, vereadorataniabastos@camara.rj.gov.br, teresa.bergher@camara.rj.gov.br, tiocarlos@camara.rj.gov.br, veralins@camara.rj.gov.br, eliomar@camara.rj.gov.br, leonelbrizolaneto@camara.rj.gov.br

Discussão na Câmara

Fonte: Jornal O Dia - 29/07/2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CARTA ABERTA AOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

CARTA ABERTA AOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

FUNPREVI – PL 1005 CAPITALIZAÇÃO OU ENGANAÇÃO?


COLEGA SERVIDOR,

Recentemente temos acompanhado as ações do Prefeito em relação à previdência dos servidores municipais.  Mesmo tendo assumido o compromisso na campanha de manter os direitos dos servidores, o que fez inclusive por escrito, o Prefeito Eduardo Paes tem investido duramente contra nosso sistema previdenciário.

O primeiro passo foi o envio do Projeto de Lei nº 41/2010, sob encomenda do BIRD (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para garantia de empréstimo de UM BILHÃO E QUARENTA E CINCO MILHÕES DE DÓLARES, no qual propõe o fim da paridade entre ativos e inativos e redução dos valores das aposentadorias e pensões para os novos servidores.

Com a mobilização do conjunto dos servidores municipais e um trabalho de conscientização dos vereadores quanto aos significativos prejuízos da proposta para o Serviço Público Municipal, o referido projeto, que seria votado em regime de urgência, teve sua tramitação paralisada.

Mais recentemente, somos novamente surpreendidos com o envio à Câmara Municipal de nova mensagem do Prefeito, propondo a “capitalização” do FUNPREVI.  A mensagem foi convertida no Projeto de Lei nº 1.005/2011.

A velha tática de “colocar o bode na sala” e depois tirá-lo para resolver todos os problemas, parece estar sendo novamente utilizada no caso de nosso Fundo Previdenciário.  Primeiro a administração alardeia o estado de insolvência e anuncia a quebra do Fundo.  Põe a culpa no sistema previdenciário vigente e no conjunto dos servidores. Por fim, para solucionar o problema, aparece com fórmulas mágicas e salvadoras, gestadas por burocratas em seus gabinetes.  Tudo isso é feito sem qualquer diálogo com os servidores municipais, os maiores interessados na saúde financeira de seu sistema previdenciário e sem apresentar qualquer estudo atuarial que comprove as deficiências do sistema, que demonstre os riscos da manutenção do atual modelo e a eficácia da proposta apresentada.

Por sua vez o servidor é tratado como massa acrítica, excluído do processo de discussão e construção de alternativas.

Por outro lado não se discute a forma de gestão do Fundo, centralizada e autoritária, onde o Executivo tem efetivamente o poder decisório no Conselho de Administração, que deveria ser, de fato, paritário e democrático.  Também não se discute a solução dos graves problemas que tem assolado o Previ-Rio, como o uso de recursos para finalidade diversa daquela que deve ser a garantia das aposentadorias e pensões, a falta de transparência na tomada de decisões, a inexistência de estudos contábeis e atuariais, e a aplicação de recursos de forma irregular e temerária, como vimos nos recentes escândalos que marcaram a atual administração.

Quanto ao Projeto de Lei 1.005/2011, cabe tecermos algumas considerações que por si só demonstram a inviabilidade do Plano de Capitalização do FUNPREVI apresentado pelo Executivo e que devem ser motivo de preocupação para todos os servidores municipais, já que estamos falando da única garantia que temos para o futuro, que é a nossa aposentadoria.

Do Plano de Capitalização destacamos alguns pontos extremamente preocupantes:

  • O plano extingue a garantia da realização de Auditoria e Balanço Técnico Atuarial do FUNPREVI por entidades independentes diminuindo a transparência na gestão do fundo e legitimando a atual situação, já que desde a edição da Lei nº 3.344/2001, nunca foi atendida a determinação legal de realização de tais auditorias independentes.
  • Transforma o aporte obrigatório do Tesouro Municipal em contribuição suplementar com valores inferiores à despesa atual. O aporte obrigatório fixado pela Lei nº 3.344/2001 foi a solução pactuada para custeio da despesa com aproximadamente 36 mil servidores, cerca de R$ 100 milhões de reais por mês. Na proposta encaminhada, o teto previsto já para o ano de 2011 é de aproximadamente 76 milhões de reais ao mês, portanto já deficitário.
  • Desvirtua o objetivo da contribuição suplementar, pois esta será utilizada para o custeio de aposentadorias já concedidas e não para a constituição de reserva técnica, como prescreve a lei, pois todos os inativos do Município passarão a receber pelo Fundo, sem nunca terem contribuído para o mesmo.
  • Trata as contribuições suplementares relativas à Educação e à Saúde como despesas dessas áreas, com impacto direto nos respectivos fundos (FUNDEB e FNS).
  • Propõe verdadeira dação em pagamento com bens móveis e imóveis para amortização dos débitos com o Fundo, o que é vedado pela Portaria nº 402/2008 do Ministério da Previdência. Ademais, os imóveis hoje em nome do Previ-Rio já foram objeto de dação em pagamento no passado (até 1998), quando era permitido esse tipo de quitação, sendo, portanto fruto de contribuições dos servidores, o que caracterizaria verdadeiro bis in idem, pois a Prefeitura paga com imóveis de carteira constituída pela contribuições dos servidores, as dívidas do Tesouro Municipal com o Fundo.
  • Propõe anistia de todas as dívidas do TESOURO com o FUNPREVI (R$ 892.887.215,00, conforme Relatório do Tribunal de Contas de 2008) e repasses não processados (R$ 450 milhões conforme estudo da Controladoria Geral do Município), portanto mais de UM BILHÃO DE REAIS.
  • Assume despesas para as futuras gestões da Prefeitura, comprometendo seriamente recursos de fundos de aplicação específica e outros repasses, como royalties (período de 2015 a 2059), em desobediência ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Vincula despesas do FUNPREVI ao pagamento dos Royalties do Petróleo, sem quaisquer garantias ou responsabilidades por parte do Município para a cobertura de insuficiências no futuro, principalmente no caso de mudanças nos critérios atualmente vigentes no pagamento dos referidos royalties.
  • Não apresenta qualquer Avaliação Atuarial que garanta a efetividade das medidas propostas, bem como não oferece memória de cálculo dos tetos e pisos propostos como contribuição suplementar.
  • Não apresenta Laudo de Avaliação dos Imóveis oferecidos em dação de pagamento que dê suporte aos valores atribuídos aos mesmos - total de R$ 1.215.171.587,00. É importante frisar que para os mesmos imóveis, consta na conta BENS IMÓVEIS, do último balanço patrimonial do Previ-Rio, o valor total de R$ 273.727.512,29. Boa parte dos referidos imóveis já foi objeto de negociação, estando cedidos, arrendados ou com situação fundiária irregular, não oferecendo, portanto qualquer liquidez ao Fundo, como ficou demonstrado pelo próprio Prefeito ao excluir da possibilidade de alienação pelo FUNPREVI os dois imóveis onde está situado o Centro Administrativo – CASS.
  • O Projeto de Lei nº 1.005/2011 não ataca o principal problema do Sistema Previdenciário Municipal que é a má-gestão.
Como vimos, com o Projeto de Lei 1005/2011, a atual administração municipal, sob a aparência de apresentar um plano para solucionar o suposto déficit do Fundo de Previdência dos Servidores e capitalizá-lo, está na verdade desobrigando-se por meio de uma quitação mútua, da dívida que tem com o Fundo (atualmente cerca de 1 bilhão de reais, de acordo com estudo do Tribunal de Contas) e desonerando-se da obrigação de garantir as aposentadorias e pensões para o futuro, como determina a Constituição.  O pior, pretende fazê-lo com o patrimônio constituído pelos próprios servidores com as contribuições para o Previ-Rio e com expectativas de recursos públicos previamente estabelecidos e limitados (contribuição suplementar) e mesmo incertos (royalties do petróleo).

 
COLEGAS, O MOMENTO EXIGE MOBILIZAÇÃO DE TODOS OS SERVIDORES!

VAMOS DIZER NÃO AO PROJETO DE CAPITALIZAÇÃO DO PREFEITO!

VAMOS DIZER NÃO AO PROJETO DE LEI 1.005/2011!


MOVIMENTO UNIFICADO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO MUNCIPAL


sexta-feira, 8 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Para saldar dívida de R$ 1 bilhão com o Funprevi, projeto pode autorizar até venda de prédio onde fica a sede da prefeitura

Prefeito passa o ponto
Para saldar dívida de R$ 1 bilhão com o Funprevi, projeto pode autorizar até venda de prédio onde fica a sede da prefeitura

Publicada em 06/07/2011 às 00h06m
Luiz Ernesto Magalhães (luiz.magalhães@oglobo.com.br)

RIO - O prefeito Eduardo Paes quer autorização da Câmara dos Vereadores para vender os dois prédios da sede da prefeitura no Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova, e mais 12 imóveis na região do Teleporto, avaliados em mais de R$ 1,2 bilhão, para cobrir uma dívida bilionária do tesouro municipal com o Fundo de Previdência do município (Funprevi). A proposta consta do projeto de lei 1.005/2011, que propõe um plano para saldar o débito com o Funprevi, que, em 2009, era de R$ 1 bilhão, o que, segundo projeções, pode contribuir para um déficit de R$ 22 bilhões em 2059. Paes garante que se trata apenas de uma operação contábil, mas o fato é que, se passar, o projeto dá sinal verde para que a venda da sede do Executivo municipal desde a década de 80 seja feita a qualquer momento ou por futuras administrações.
O Funprevi tem sido cercado, nos últimos anos, por suspeitas de má gestão. Auditorias feitas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e por uma CPI na Câmara dos Vereadores revelaram que o fundo, criado em 2002, teve que arcar com o pagamento de funcionários aposentados bem antes, entre 1998 e 2001. Isso aconteceu na gestão do ex-prefeito Cesar Maia, em 2004 e 2005. Cesar tomou como base um parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) que permitiu a operação. Mas o TCM entendeu que, como o Funprevi ainda não existia, caberia ao tesouro municipal arcar com a despesa, o que só voltou a ser feito em 2006. O assunto vem sendo tratado pelo TCM nas contas de gestão do Executivo. As últimas contas aprovadas referentes a 2009, já na administração Paes, estimavam que a dívida em valores atualizados chegava a R$ 1 bilhão naquele ano.
Prefeito nega risco de perder a sede
Apesar de um artigo do projeto explicitar que o Funprevi pode vender o patrimônio após avaliação prévia, Paes nega que haja risco de a prefeitura perder a sua sede. A lista de imóveis inclui ainda, entre outros prédios, a sede do Centro de Convenções Sul América. Paes argumentou que a proposta se trata apenas de uma operação transferindo os bens mobiliários do Previ-Rio - responsável pela gestão do Funprevi - para o fundo, permitindo o aumento das fontes de receita. Isso seria possível com a venda de terrenos ou a cobrança de aluguéis de imóveis.
- Eu não vou vender a sede da prefeitura. O que propomos foi uma solução para um problema que, em nenhum momento, comprometeria as contas do meu governo. Mas, se o déficit não for resolvido agora, uma futura administração corre o risco de herdar um problema que pode até quebrar a prefeitura. Isso sem contar que os servidores não terão garantia de que receberão suas aposentadorias - argumentou Paes. 

“Se o déficit não for resolvido agora, uma futura administração corre o risco de herdar um problema que pode até quebrar a prefeitura. Isso sem contar que os servidores não terão garantia de que receberão suas aposentadorias"
Segundo cálculos atuariais do Previ-Rio, o fundo, a continuar a situação atual, ficará insolvente em 2014. Paes, por sua vez, diz que as informações tomam como base o cenário mais pessimista e que, na sua avaliação, o risco de insolvência estaria afastado pelo menos até 2017. O prefeito acrescentou que, se um sucessor seu no cargo concordasse com a venda da sede, o município poderia entrar na concorrência para obter a posse dos imóveis.
Os dois prédios do centro administrativo estão avaliados em quase R$ 200 milhões, segundo o projeto de lei. Por ano, a prefeitura paga cerca de R$ 20 milhões de aluguel ao Previ-Rio. Se a lei for aprovada, esses valores passam automaticamente a serem pagos ao Funprevi. Hoje, os recursos são usados principalmente para a concessão de benefícios a servidores, como cartas de crédito para a compra da casa própria, auxílio-educação, próteses e até cursos de inglês.
O ex-prefeito Cesar Maia atribuiu os problemas à má gestão de Paes:
- A curto prazo o fundo é superavitário. A prefeitura está perdendo o controle sobre a gestão. O que restou dessa enorme ineficiência gerencial é tentar um arrocho absurdo sobre os servidores. Em 2000, o Funprevi tinha R$ 1 bilhão em caixa e, em 2008, chegou a R$ 2 bilhões. Dois anos depois, em dezembro de 2010, só contava com R$ 1,7 bilhão. Ou R$ 300 milhões a menos.
O projeto de capitalização do Funprevi foi encaminhado ao Legislativo em regime de urgência. Mas não houve consenso que permitisse a votação antes do recesso, que começa esta semana. Para tentar cobrir parte da previsão de déficit de R$ 22 bilhões em 2059, o prefeito oferece ainda R$ 199,2 milhões da receita dos royalties do petróleo que vierem a ser arrecadados entre 2015 e 2059. Além disso, a partir de 2017, as amortizações de empréstimos contraídos por servidores através do Previ-Rio seriam destinadas ao Funprevi, em vez de retornarem como recursos disponíveis para a concessão de novos benefícios.
Repasses também serão aumentados
O projeto também estabelece repasses para os próximos 35 anos de cotas extras da contribuição do tesouro municipal ao Funprevi, que hoje corresponde a 22% da folha. Os valores aumentariam progressivamente: cerca de R$ 150 milhões em 2011, chegando a R$ 290 milhões em 2045. O texto deixa em aberto a possibilidade de a prefeitura oferecer outros imóveis de propriedade da administração direta para saldar o déficit.
Apenas oito dos terrenos não edificados do Previ-Rio nas ruas Afonso Cavalcanti, Joaquim Palhares e Ulysses Guimarães valeriam hoje R$ 596,3 milhões. A estimativa foi feita a partir de um estudo de mercado da Diretoria de Investimentos do próprio Previ-Rio. Segundo o documento, a Cidade Nova é uma área valorizada, por estar perto do centro financeiro do Rio. Além disso, também está próxima a áreas valorizadas por projetos da Copa de 2014 (reforma do Maracanã) e dos Jogos de 2016 (Porto Maravilha), o que garantirá boa infraestrutura de transportes. O potencial construtivo chegaria a 270 mil metros quadrados. O preço do metro quadrado construído nessas áreas chegaria a R$ 8 mil para salas e a R$ 11 mil para lojas.
Na Câmara, a oposição critica a proposta de Paes. Até na base governista há resistências. A preocupação dos aliados do prefeito, que têm evitado discutir o assunto abertamente, é com a exploração política que o fato pode ter em 2012, ano em que a maioria tentará a reeleição. Na oposição, uma das que criticam a proposta é a vereadora Sônia Rabello de Castro (PV), ex-procuradora-geral do município. Para ela, a iniciativa fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.
- O projeto compromete o uso de receitas futuras e não apenas da atual gestão, o que está em desacordo com a LRF - disse Sônia.
Após a apresentação do projeto, 26 vereadores criaram a Frente de Defesa do Servidor e do Sistema Previdenciário, presidida por Eliomar Coelho (PSOL).
O presidente da Associação dos Servidores do Previ-Rio, Ulysses Silva, também reclama da solução apresentada para sanar a dívida. Segundo ele, há hoje 36 mil servidores aposentados desde 2001 que recebem pelo Funprevi:
- Exigir que o servidor pague por erros que não cometeu é um absurdo.