quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Comunicado oficial do Movimento


Colega Servidor,

A primeira reunião do Secretário da Casa Civil Pedro Paulo e assessores  com os representantes do Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal na segunda feira, demonstrou o que todos já  sabiam, as explicações apresentadas  não conseguiram responder o principal questionamento do funcionalismo:

Quem vai arcar com as nossas aposentadorias e pensões?

Hoje os recursos financeiros do FUNPREVI são insuficientes para pagamento das suas obrigações, utilizando da venda dos ativos do FUNDO (títulos do Tesouro) para cobrir as obrigações atuais, ou  seja, o déficit  do fluxo de caixa.  Nesta reunião a própria Prefeitura reconheceu que em 2014 os recursos terminarão.

A real situação fundiária dos imóveis a serem transferidos para o FUNPREVI, a contribuição suplementar que está saindo do orçamento da Saúde e Educação, o aporte financeiro imediato ao FUNPREVI, a quitação da dívida do Tesouro com o FUNDO, entre outros questionamentos continuam sem respostas.

A próxima reunião está agendada para sexta feira, dia 19 de agosto às 16 horas.

É vital que você permaneça atento aos nossos informes.

Continue mobilizado.

Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal RJ

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Reunião com o Prefeito


Após a reunião do Prefeito com as lideranças dos servidores no Palácio da Cidade, o PL 1005 foi retirado do regime de urgência por 15 dias.


Já está marcada uma nova reunião com o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo,  na semana que vem para dar continuidade ao debate.

Foi um passo importante mas o estado de mobilização continua.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Prefeito quer conversar sobre a reforma da previdência, mas não retira regime de urgência


Ontem foi mais um dia de mobilização na Câmara, um dia de importantes resultados. Nos reunimos com o vereador Adilson Pires, líder do governo na Câmara, que trouxe do prefeito o pedido de uma reunião com as lideranças dos servidores no Palácio da Cidade, amanhã (quinta-feira), pela manhã. Parece que o governo começa a mostrar respeito dizendo que quer conversar sobre o PL 1005. Continuamos atentos, porque a nossa principal reivindicação ainda não foi atendida, o projeto continua inexplicavelmente com regime de urgência, apesar dos pedidos nossos e de dezenas de vereadores.
Servidor(a), temos nos dedicado muito ao enfrentamento deste momento que é seguramente um dos mais temerários que já enfrentamos em matéria de garantia de direitos, continuaremos firmes e venceremos, mas o seu apoio com a mobilização é que nos encoraja e fortalece. Continue mandando e-mails para as autoridades, jornais, multiplicando nossos informativos eletrônicos e divulgando nosso blog. A hora exige o esforço de todos e todas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Não mexa na minha aposentadoria!

A mobilização dos servidores continua e só com nossa atuação podemos corrigir os rumos da administração dos recursos do FunPrevi.

Hoje saberemos a posição do Prefeito Paes sobre a retirada da "urgência" da tramitação do PL 1005. Os servidores querem respostas ao relatório sobre o PL 1005 entregue aos vereadores na ultima terça feira. O numero de vereadores que assinaram o pedido de retirada deve aumentar se mostrarmos a nossa força.

Não mexa na minha aposentadoria! Contra o PL 1005 e 41.

Mande uma mensagem com este titulo e com o texto sugerido abaixo para o Prefeito, o Secretário da Casa Civil, de Fazenda e a todos os vereadores expondo a nossa indignação! Convoque também seus familiares e vizinhos.

"Senhor
Sou servidor municipal e peço seu apoio para que seja retirado o regime de urgência do PL 1005, que trata sobre o Plano de Capitalização do FUNPREVI.

Não podemos admitir que este assunto seja tratado sem discussão, afinal é o futuro de mais de 150.000 pessoas, chegando a UM MILHÃO de cidadãos, se contarmos com os nossos familiares.

Vamos juntos dizer não ao PL 1005 e ao PLC 41."


eduardopaes@pcrj.rj.gov.br; pedropaulo@pedropaulo.ecn.br; erocque.smf@pcrj.rj.gov.br; adilsonpires@camara.rj.gov.br; cerruti@camara.rj.gov.br; afreitas@camara.rj.gov.br; andréa.vieira@camara.rj.gov.br; argemiropimentel@camara.rj.gov.br; bencardino@camara.rj.gov.br; carlinhosmecanico@camara.rj.gov.br; caiado@carlocaiado.com.br; contato@carlosbolsonaro.com.br; chiquinho.brazao@camara.rj.gov.br; dr.carloseduardo@camara.rj.gov.br; dr.edisondacreatinina@camara.rj.gov.br; doutor@eduardomoura.com.br; fernandomoraes@camara.rj.gov.br; dr.gilberto@camara.rj.gov.br; doutorjairinho@camara.rj.gov.br; drjoaoricardo@camara.rj.gov.br; doutor@jorgemanaia.com.br; eiderdantas@camara.rj.gov.br; eliomar@camara.rj.gov.br; elton.babu@camara.rj.gov.br; israel.atleta@camara.rj.gov.br; ivanirdemello@camara.rj.gov.br; joaocabral@camara.rj.gov.br; joaomendesdejesus@camara.rj.gov.br; vereadorjorgebraz@camara.rj.gov.br; jorge.felippe@camara.rj.gov.br; jpereira@camara.rj.gov.br; jorge.silva@camara.rj.gov.br; jose.everaldo@camara.rj.gov.br; leonelbrizolaneto@camara.rj.gov.br; lcramos@camara.rj.gov.br; marceloarar@camara.rj.gov.br; marcelopiui@camara.rj.gov.br; nereide.pedregal@camara.rj.gov.br; patrícia.amorim@camara.rj.gov.br; messina@camara.rj.gov.br; paulopinheiro@camara.rj.gov.br; prof.uoston@camara.rj.gov.br; reimont@reimont.com.br; renato.moura@camara.rj.gov.br; robertomonteiro@camara.rj.gov.br; rosa.fernandes@camara.rj.gov.br; vereadorrubensandrade@gmail.com; sferraz@camara.rj.gov.br; contato@soniarabello.com.br; vereadorataniabastos@camara.rj.gov.br; teresa.bergher@camara.rj.gov.br; tiocarlos@camara.rj.gov.br; veralins@camara.rj.gov.br


Abaixo, fotos da galeria na terça feira e a entrega do dossiê ao Vereador João Cabral.

MOVIMENTO UNIFICADO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL / RJ



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Projeto tranca-pauta

Fonte: Jornal Extra - 05/08/2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O dia em que o servidor do Rio parou a Câmara!

 Fonte: Jornal O Dia - 03/08/2011



Fonte: Jornal Extra - 03/08/2011

A SAÚDE VAI À PRAIA DOMINGO!

Vamos fazer uma manifestação e pedir o apoio da população

Médicos, dentistas, suas famílias e demais profissionais de saúde estão convidados a participar da atividade de protesto contra o descaso da saúde publica e a reforma da previdência municipal, que cassa os direitos dos seus servidores.  A manifestação será realizada no próximo domingo, dia 07/8, às 10h, em frente ao Copacabana Palace.

Na oportunidade serão colhidas assinaturas da população para um abaixo-assinado dirigido ao prefeito do Rio de Janeiro. O movimento contará com um grupo de teatro, que fará apresentação contando a história da crise da saúde pública e as suas mazelas. Na ocasião, serão distribuídas cartas à população, além da relação dos direitos dos usuários do SUS. No local também estarão painéis, que exibirão fotos da degradação da assistência da nossa população dos hospitais da rede pública.

Estarão presentes ao protesto, parlamentares e representantes da sociedade civil organizada.

Sua presença é fundamental para a vitória do movimento!

Contamos com você e seus familiares!

Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Semana de Mobilização contra o texto do PL 1005 (capitalização do FUNPREVI)

Servidores municipais, ativos, inativos e pensionistas:

A hora de agir é agora. Chegou o momento de cada um mostrar sua insatisfação contra o texto do PL 1005 que esvazia o patrimônio do Previ-Rio, que foi constituído com as contribuições do servidor, pra limpar a dívida que o Tesouro Municipal tem com nossa previdência. Como já informamos, o PL 1005 foi enviado pra Câmara em regime de urgência, isto significa que o texto pode ser colocado em votação a qualquer momento a partir de amanhã. Precisamos retirar o regime de urgência e garantir o debate sobre este projeto que, sabemos, não pode ser aprovado do jeito que está.

As entidades de representação do Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal preparou uma agenda de mobilização que começa com uma onda de correios eletrônicos aos vereadores. Ajude a divulgar pras pessoas não alcançadas por este blog.

Acompanhe! Compareça! Manifeste-se! A ação de CADA UM é que FAZ TODA DIFERENÇA.


Segue agenda:

- (segunda-feira) dia 1º de agosto - início da onda de correios aos vereadores que segue até o final da semana;

- (terça-feira) dia 2 de agosto - manifestação dos servidores nas galerias da Câmara a partir das 15h;

- (quarta-feira) dia 3 de agosto - seminário sobre a reforma da previdência organizado pela regional 7 do SEPE no auditório do C.E. Pref. Mendes de Moraes (Rua Pio Dutra, 353 - Freguesia - Ilha). O presidente da ASPREV vai compor a mesa esclarecendo os servidores sobre os projetos enviados à CMRJ pelo prefeito.

- (quinta e sexta-feira) 4 e 5 de agosto - panfletagem e adesivagem nos locais de trabalho.


Segue lista de correios dos vereadores, basta copiar e colocar no campo de endereço do seu e-mail:


adilsonpires@camara.rj.gov.br, cerruti@camara.rj.gov.br, afreitas@camara.rj.gov.br, andrea.vieira@camara.rj.gov.br, argemiropimentel@camara.rj.gov.br, bencardino@camara.rj.gov.br, carlinhosmecanico@camara.rj.gov.br, caiado@carlocaiado.com.br, contato@carlosbolsonaro.com.br, chiquinho.brazao@camara.rj.gov.br, dr.carloseduardo@camara.rj.gov.br, dr.edisondacreatinina@camara.rj.gov.br, dr.eduardomoura@camara.rj.gov.br, fernandomoraes@camara.rj.gov.br, dr.gilberto@camara.rj.gov.br, doutorjairinho@camara.rj.gov.br, drjoaoricardo@camara.rj.gov.br, doutor@jorgemanaia.com.br, eiderdantas@camara.rj.gov.br, elton.babu@camara.rj.gov.br, faustoalves@camara.rj.gov.br, ivanirdemello@camara.rj.gov.br, joaocabral@camara.rj.gov.br, joaomendesdejesus@camara.rj.gov.br, vereadorjorgebraz@camara.rj.gov.br, jorge.felippe@camara.rj.gov.br, jpereira@camara.rj.gov.br, jorge.silva@camara.rj.gov.br, jose.everaldo@camara.rj.gov.br, luizandredeco@camara.rj.gov.br, lcramos@camara.rj.gov.br, marceloarar@camara.rj.gov.br, marceloarar@camara.rj.gov.br, marcelopiui@camara.rj.gov.br, nereide.pedregal@camara.rj.gov.br, patricia.amorim@camara.rj.gov.br, messina@camara.rj.gov.br, paulopinheiro@camara.rj.gov.br, prof.uoston@camara.rj.gov.br, reimont@reimont.com.br, renato.moura@camara.rj.gov.br, robertomonteiro@camara.rj.gov.br, rosa.fernandes@camara.rj.gov.br, vereadorrubensandrade@gmail.com, sferraz@camara.rj.gov.br, soniarabello@camara.rj.gov.br, vereadorataniabastos@camara.rj.gov.br, teresa.bergher@camara.rj.gov.br, tiocarlos@camara.rj.gov.br, veralins@camara.rj.gov.br, eliomar@camara.rj.gov.br, leonelbrizolaneto@camara.rj.gov.br

Discussão na Câmara

Fonte: Jornal O Dia - 29/07/2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CARTA ABERTA AOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

CARTA ABERTA AOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

FUNPREVI – PL 1005 CAPITALIZAÇÃO OU ENGANAÇÃO?


COLEGA SERVIDOR,

Recentemente temos acompanhado as ações do Prefeito em relação à previdência dos servidores municipais.  Mesmo tendo assumido o compromisso na campanha de manter os direitos dos servidores, o que fez inclusive por escrito, o Prefeito Eduardo Paes tem investido duramente contra nosso sistema previdenciário.

O primeiro passo foi o envio do Projeto de Lei nº 41/2010, sob encomenda do BIRD (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para garantia de empréstimo de UM BILHÃO E QUARENTA E CINCO MILHÕES DE DÓLARES, no qual propõe o fim da paridade entre ativos e inativos e redução dos valores das aposentadorias e pensões para os novos servidores.

Com a mobilização do conjunto dos servidores municipais e um trabalho de conscientização dos vereadores quanto aos significativos prejuízos da proposta para o Serviço Público Municipal, o referido projeto, que seria votado em regime de urgência, teve sua tramitação paralisada.

Mais recentemente, somos novamente surpreendidos com o envio à Câmara Municipal de nova mensagem do Prefeito, propondo a “capitalização” do FUNPREVI.  A mensagem foi convertida no Projeto de Lei nº 1.005/2011.

A velha tática de “colocar o bode na sala” e depois tirá-lo para resolver todos os problemas, parece estar sendo novamente utilizada no caso de nosso Fundo Previdenciário.  Primeiro a administração alardeia o estado de insolvência e anuncia a quebra do Fundo.  Põe a culpa no sistema previdenciário vigente e no conjunto dos servidores. Por fim, para solucionar o problema, aparece com fórmulas mágicas e salvadoras, gestadas por burocratas em seus gabinetes.  Tudo isso é feito sem qualquer diálogo com os servidores municipais, os maiores interessados na saúde financeira de seu sistema previdenciário e sem apresentar qualquer estudo atuarial que comprove as deficiências do sistema, que demonstre os riscos da manutenção do atual modelo e a eficácia da proposta apresentada.

Por sua vez o servidor é tratado como massa acrítica, excluído do processo de discussão e construção de alternativas.

Por outro lado não se discute a forma de gestão do Fundo, centralizada e autoritária, onde o Executivo tem efetivamente o poder decisório no Conselho de Administração, que deveria ser, de fato, paritário e democrático.  Também não se discute a solução dos graves problemas que tem assolado o Previ-Rio, como o uso de recursos para finalidade diversa daquela que deve ser a garantia das aposentadorias e pensões, a falta de transparência na tomada de decisões, a inexistência de estudos contábeis e atuariais, e a aplicação de recursos de forma irregular e temerária, como vimos nos recentes escândalos que marcaram a atual administração.

Quanto ao Projeto de Lei 1.005/2011, cabe tecermos algumas considerações que por si só demonstram a inviabilidade do Plano de Capitalização do FUNPREVI apresentado pelo Executivo e que devem ser motivo de preocupação para todos os servidores municipais, já que estamos falando da única garantia que temos para o futuro, que é a nossa aposentadoria.

Do Plano de Capitalização destacamos alguns pontos extremamente preocupantes:

  • O plano extingue a garantia da realização de Auditoria e Balanço Técnico Atuarial do FUNPREVI por entidades independentes diminuindo a transparência na gestão do fundo e legitimando a atual situação, já que desde a edição da Lei nº 3.344/2001, nunca foi atendida a determinação legal de realização de tais auditorias independentes.
  • Transforma o aporte obrigatório do Tesouro Municipal em contribuição suplementar com valores inferiores à despesa atual. O aporte obrigatório fixado pela Lei nº 3.344/2001 foi a solução pactuada para custeio da despesa com aproximadamente 36 mil servidores, cerca de R$ 100 milhões de reais por mês. Na proposta encaminhada, o teto previsto já para o ano de 2011 é de aproximadamente 76 milhões de reais ao mês, portanto já deficitário.
  • Desvirtua o objetivo da contribuição suplementar, pois esta será utilizada para o custeio de aposentadorias já concedidas e não para a constituição de reserva técnica, como prescreve a lei, pois todos os inativos do Município passarão a receber pelo Fundo, sem nunca terem contribuído para o mesmo.
  • Trata as contribuições suplementares relativas à Educação e à Saúde como despesas dessas áreas, com impacto direto nos respectivos fundos (FUNDEB e FNS).
  • Propõe verdadeira dação em pagamento com bens móveis e imóveis para amortização dos débitos com o Fundo, o que é vedado pela Portaria nº 402/2008 do Ministério da Previdência. Ademais, os imóveis hoje em nome do Previ-Rio já foram objeto de dação em pagamento no passado (até 1998), quando era permitido esse tipo de quitação, sendo, portanto fruto de contribuições dos servidores, o que caracterizaria verdadeiro bis in idem, pois a Prefeitura paga com imóveis de carteira constituída pela contribuições dos servidores, as dívidas do Tesouro Municipal com o Fundo.
  • Propõe anistia de todas as dívidas do TESOURO com o FUNPREVI (R$ 892.887.215,00, conforme Relatório do Tribunal de Contas de 2008) e repasses não processados (R$ 450 milhões conforme estudo da Controladoria Geral do Município), portanto mais de UM BILHÃO DE REAIS.
  • Assume despesas para as futuras gestões da Prefeitura, comprometendo seriamente recursos de fundos de aplicação específica e outros repasses, como royalties (período de 2015 a 2059), em desobediência ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Vincula despesas do FUNPREVI ao pagamento dos Royalties do Petróleo, sem quaisquer garantias ou responsabilidades por parte do Município para a cobertura de insuficiências no futuro, principalmente no caso de mudanças nos critérios atualmente vigentes no pagamento dos referidos royalties.
  • Não apresenta qualquer Avaliação Atuarial que garanta a efetividade das medidas propostas, bem como não oferece memória de cálculo dos tetos e pisos propostos como contribuição suplementar.
  • Não apresenta Laudo de Avaliação dos Imóveis oferecidos em dação de pagamento que dê suporte aos valores atribuídos aos mesmos - total de R$ 1.215.171.587,00. É importante frisar que para os mesmos imóveis, consta na conta BENS IMÓVEIS, do último balanço patrimonial do Previ-Rio, o valor total de R$ 273.727.512,29. Boa parte dos referidos imóveis já foi objeto de negociação, estando cedidos, arrendados ou com situação fundiária irregular, não oferecendo, portanto qualquer liquidez ao Fundo, como ficou demonstrado pelo próprio Prefeito ao excluir da possibilidade de alienação pelo FUNPREVI os dois imóveis onde está situado o Centro Administrativo – CASS.
  • O Projeto de Lei nº 1.005/2011 não ataca o principal problema do Sistema Previdenciário Municipal que é a má-gestão.
Como vimos, com o Projeto de Lei 1005/2011, a atual administração municipal, sob a aparência de apresentar um plano para solucionar o suposto déficit do Fundo de Previdência dos Servidores e capitalizá-lo, está na verdade desobrigando-se por meio de uma quitação mútua, da dívida que tem com o Fundo (atualmente cerca de 1 bilhão de reais, de acordo com estudo do Tribunal de Contas) e desonerando-se da obrigação de garantir as aposentadorias e pensões para o futuro, como determina a Constituição.  O pior, pretende fazê-lo com o patrimônio constituído pelos próprios servidores com as contribuições para o Previ-Rio e com expectativas de recursos públicos previamente estabelecidos e limitados (contribuição suplementar) e mesmo incertos (royalties do petróleo).

 
COLEGAS, O MOMENTO EXIGE MOBILIZAÇÃO DE TODOS OS SERVIDORES!

VAMOS DIZER NÃO AO PROJETO DE CAPITALIZAÇÃO DO PREFEITO!

VAMOS DIZER NÃO AO PROJETO DE LEI 1.005/2011!


MOVIMENTO UNIFICADO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO MUNCIPAL


sexta-feira, 8 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Para saldar dívida de R$ 1 bilhão com o Funprevi, projeto pode autorizar até venda de prédio onde fica a sede da prefeitura

Prefeito passa o ponto
Para saldar dívida de R$ 1 bilhão com o Funprevi, projeto pode autorizar até venda de prédio onde fica a sede da prefeitura

Publicada em 06/07/2011 às 00h06m
Luiz Ernesto Magalhães (luiz.magalhães@oglobo.com.br)

RIO - O prefeito Eduardo Paes quer autorização da Câmara dos Vereadores para vender os dois prédios da sede da prefeitura no Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova, e mais 12 imóveis na região do Teleporto, avaliados em mais de R$ 1,2 bilhão, para cobrir uma dívida bilionária do tesouro municipal com o Fundo de Previdência do município (Funprevi). A proposta consta do projeto de lei 1.005/2011, que propõe um plano para saldar o débito com o Funprevi, que, em 2009, era de R$ 1 bilhão, o que, segundo projeções, pode contribuir para um déficit de R$ 22 bilhões em 2059. Paes garante que se trata apenas de uma operação contábil, mas o fato é que, se passar, o projeto dá sinal verde para que a venda da sede do Executivo municipal desde a década de 80 seja feita a qualquer momento ou por futuras administrações.
O Funprevi tem sido cercado, nos últimos anos, por suspeitas de má gestão. Auditorias feitas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e por uma CPI na Câmara dos Vereadores revelaram que o fundo, criado em 2002, teve que arcar com o pagamento de funcionários aposentados bem antes, entre 1998 e 2001. Isso aconteceu na gestão do ex-prefeito Cesar Maia, em 2004 e 2005. Cesar tomou como base um parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) que permitiu a operação. Mas o TCM entendeu que, como o Funprevi ainda não existia, caberia ao tesouro municipal arcar com a despesa, o que só voltou a ser feito em 2006. O assunto vem sendo tratado pelo TCM nas contas de gestão do Executivo. As últimas contas aprovadas referentes a 2009, já na administração Paes, estimavam que a dívida em valores atualizados chegava a R$ 1 bilhão naquele ano.
Prefeito nega risco de perder a sede
Apesar de um artigo do projeto explicitar que o Funprevi pode vender o patrimônio após avaliação prévia, Paes nega que haja risco de a prefeitura perder a sua sede. A lista de imóveis inclui ainda, entre outros prédios, a sede do Centro de Convenções Sul América. Paes argumentou que a proposta se trata apenas de uma operação transferindo os bens mobiliários do Previ-Rio - responsável pela gestão do Funprevi - para o fundo, permitindo o aumento das fontes de receita. Isso seria possível com a venda de terrenos ou a cobrança de aluguéis de imóveis.
- Eu não vou vender a sede da prefeitura. O que propomos foi uma solução para um problema que, em nenhum momento, comprometeria as contas do meu governo. Mas, se o déficit não for resolvido agora, uma futura administração corre o risco de herdar um problema que pode até quebrar a prefeitura. Isso sem contar que os servidores não terão garantia de que receberão suas aposentadorias - argumentou Paes. 

“Se o déficit não for resolvido agora, uma futura administração corre o risco de herdar um problema que pode até quebrar a prefeitura. Isso sem contar que os servidores não terão garantia de que receberão suas aposentadorias"
Segundo cálculos atuariais do Previ-Rio, o fundo, a continuar a situação atual, ficará insolvente em 2014. Paes, por sua vez, diz que as informações tomam como base o cenário mais pessimista e que, na sua avaliação, o risco de insolvência estaria afastado pelo menos até 2017. O prefeito acrescentou que, se um sucessor seu no cargo concordasse com a venda da sede, o município poderia entrar na concorrência para obter a posse dos imóveis.
Os dois prédios do centro administrativo estão avaliados em quase R$ 200 milhões, segundo o projeto de lei. Por ano, a prefeitura paga cerca de R$ 20 milhões de aluguel ao Previ-Rio. Se a lei for aprovada, esses valores passam automaticamente a serem pagos ao Funprevi. Hoje, os recursos são usados principalmente para a concessão de benefícios a servidores, como cartas de crédito para a compra da casa própria, auxílio-educação, próteses e até cursos de inglês.
O ex-prefeito Cesar Maia atribuiu os problemas à má gestão de Paes:
- A curto prazo o fundo é superavitário. A prefeitura está perdendo o controle sobre a gestão. O que restou dessa enorme ineficiência gerencial é tentar um arrocho absurdo sobre os servidores. Em 2000, o Funprevi tinha R$ 1 bilhão em caixa e, em 2008, chegou a R$ 2 bilhões. Dois anos depois, em dezembro de 2010, só contava com R$ 1,7 bilhão. Ou R$ 300 milhões a menos.
O projeto de capitalização do Funprevi foi encaminhado ao Legislativo em regime de urgência. Mas não houve consenso que permitisse a votação antes do recesso, que começa esta semana. Para tentar cobrir parte da previsão de déficit de R$ 22 bilhões em 2059, o prefeito oferece ainda R$ 199,2 milhões da receita dos royalties do petróleo que vierem a ser arrecadados entre 2015 e 2059. Além disso, a partir de 2017, as amortizações de empréstimos contraídos por servidores através do Previ-Rio seriam destinadas ao Funprevi, em vez de retornarem como recursos disponíveis para a concessão de novos benefícios.
Repasses também serão aumentados
O projeto também estabelece repasses para os próximos 35 anos de cotas extras da contribuição do tesouro municipal ao Funprevi, que hoje corresponde a 22% da folha. Os valores aumentariam progressivamente: cerca de R$ 150 milhões em 2011, chegando a R$ 290 milhões em 2045. O texto deixa em aberto a possibilidade de a prefeitura oferecer outros imóveis de propriedade da administração direta para saldar o déficit.
Apenas oito dos terrenos não edificados do Previ-Rio nas ruas Afonso Cavalcanti, Joaquim Palhares e Ulysses Guimarães valeriam hoje R$ 596,3 milhões. A estimativa foi feita a partir de um estudo de mercado da Diretoria de Investimentos do próprio Previ-Rio. Segundo o documento, a Cidade Nova é uma área valorizada, por estar perto do centro financeiro do Rio. Além disso, também está próxima a áreas valorizadas por projetos da Copa de 2014 (reforma do Maracanã) e dos Jogos de 2016 (Porto Maravilha), o que garantirá boa infraestrutura de transportes. O potencial construtivo chegaria a 270 mil metros quadrados. O preço do metro quadrado construído nessas áreas chegaria a R$ 8 mil para salas e a R$ 11 mil para lojas.
Na Câmara, a oposição critica a proposta de Paes. Até na base governista há resistências. A preocupação dos aliados do prefeito, que têm evitado discutir o assunto abertamente, é com a exploração política que o fato pode ter em 2012, ano em que a maioria tentará a reeleição. Na oposição, uma das que criticam a proposta é a vereadora Sônia Rabello de Castro (PV), ex-procuradora-geral do município. Para ela, a iniciativa fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.
- O projeto compromete o uso de receitas futuras e não apenas da atual gestão, o que está em desacordo com a LRF - disse Sônia.
Após a apresentação do projeto, 26 vereadores criaram a Frente de Defesa do Servidor e do Sistema Previdenciário, presidida por Eliomar Coelho (PSOL).
O presidente da Associação dos Servidores do Previ-Rio, Ulysses Silva, também reclama da solução apresentada para sanar a dívida. Segundo ele, há hoje 36 mil servidores aposentados desde 2001 que recebem pelo Funprevi:
- Exigir que o servidor pague por erros que não cometeu é um absurdo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ASPREV-RIO SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 1005

A propósito do envio da mensagem nº 142 de 7 de junho de 2011 que encaminha ao poder legislativo municipal o Projeto de Lei n 1005, a associação dos servidores do Previ-Rio - ASPREV-RIO, afirma que reconhece como de primeira necessidade o tratamento de temas como a recuperação financeira do FUNPREVI e valoriza iniciativas que caminhem no sentido da capitalização do sistema previdenciário dos servidores do Rio de Janeiro. Neste sentido, no cumprimento de seu papel de entidade autônoma da sociedade civil organizada tendo como um dos objetivos centrais o aperfeiçoamento do debate e da transparência em matéria da gestão pública em geral e, em particular, da gestão previdenciária visando à garantia e à manutenção de direitos dos servidores, a ASPREV-RIO vem a público alertar que a redação do citado PL, em tramitação hoje na Câmara dos Vereadores, não encontra amparo nas normas referenciais das ciências contábeis e atuariais, além de trazer em seu conteúdo dispositivos em desacordo com a legislação previdenciária vigente.

Salientamos ainda que a implementação das alterações previstas no PL 1005, além de insuficiente naquilo que a princípio pretende - a capitalização do FUNPREVI -  promove um comprometimento da capacidade de custeio da assistência ao servidor municipal, na medida em que transfere patrimônio e receitas importantes do Previ-Rio para o Fundo de Previdência. Estudos preliminares demonstram que a transferência de tais recursos, que representam patrimônio dos servidores do município do Rio de Janeiro, é inócua na recomposição do Fundo, mas de caráter destrutivo na capacidade de sustentação de programas como o financiamento imobiliário, plano de saúde e outros benefícios previstos em lei. Está claro também que este projeto altera de forma temerária a fonte de custeio da grande massa de servidores já aposentados antes da vigência do FUNPREVI.

Asseguramos que o texto do projeto de lei nº 1005 não esgota as alternativas para os problemas de gestão do sistema Previ-Rio/FUNPREVI; acreditamos que quanto mais amplo o debate sobre o tema, melhores e mais acertadas serão as medidas para equacionar este problema que, em última análise, não diz respeito apenas ao governo, mas principalmente aos servidores e seus familiares. Consideramos como recomendação essencial maior publicidade nos diagnósticos atuariais do sistema Previ-Rio/FUNPREVI e que as soluções pactuadas considerem, além das representações de governo, as representações de servidores e o legislativo. Por fim, reafirmamos o sentimento de dever da ASPREV-RIO e dos servidores do Previ-Rio nela representados de contribuir com experiência e qualidade técnica nesse debate com toda a municipalidade.


ASPREV-RIO
Associação dos Servidores do Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Servidores públicos: o último a sair apague a luz



Explosão dos bombeiros expõe massacre dos concursados com o projeto de terceirização e privatização do Estado brasileiro.


Uma licitação para serviços de faxina na Polícia Civil do Rio de Janeiro foi anulada nesta segunda-feira pela delegada Marta Rocha devido à denúncia de que a firma vencedora falsificou documento para disputar sem concorrentes: o Estado pagaria R$ 3.200,00 por faxineira à terceirizada, valor que não foi questionado pela chefa da Polícia. A trabalhadora ganharia o R$ 545,00, vale transporte e tíquete alimentação de R$ 6,00.

 O que será do amanhã?

A revolta dos bombeiros do Rio de Janeiro, consagrada pelo maciço apoio da população, com irreversíveis danos à imagem do governador Sérgio Cabral Filho, é apenas a erupção de um tumor no organismo estatal, alquebrado por uma investida deliberada que visa ao esvaziamento dos serviços públicos pela inanição do funcionalismo, sobretudo nos Estados e municípios, que pagam salários inacreditavelmente miseráveis à maioria do seu pessoal.

Os bombeiros militares que se amotinaram, conforme denúncia do ministério público militar, expuseram as veias das instituições combalidas pela mescla de interesses espúrios corpulentos, que operam cavilosamente na direção da terceirização dos serviços públicos, dentro das metas traçadas pelo “Consenso de Washington”, inspirador dos botes malévolos que escancaram as portas para a mais ampla hegemonia dos grupos transnacionais sobre a economia brasileira.

Um contracheque dos bombeiros não é diferente dos profissionais da educação, da saúde e de outras áreas em que os servidores já vivem a pão e água, sem exagero. A explosão que tingiu a orla de vermelho neste domingo resultou de meses e anos de clamores não ouvidos, levando os subalternos de uma corporação agregada em uma vintena de quartéis a costurarem uma organização de luta precária, mas o suficiente para minar a política autoritária e maliciosa que mantém milhares de servidores numa penúria assentida por falta de elos entre si e pela maldita ideologia da busca individualizada de gratificações pontuais compensatórias.

Sucateamento da saúde e da educação

Desde que o primeiro rábula do Estado Mínimo passou a dar as cartas, ainda no tempo da ditadura, uma avalanche pedras afiadas foi solapando o serviço público, a partir das rendosas áreas da saúde e da educação: foi como resultado dessa ação demolidora de hospitais de excelência mantidos então pela Previdência que surgiram os planos de saúde, negócios que hoje faturam R$ 45 bilhões anuais – R$ 15 bilhões em lucros declarados.

O mal trato das escolas públicas, em todos os níveis, engendrou milionárias redes de ensino privado, que matriculam quem pode e quem não pode aguentar o tranco. Nessa área, o negócio é tão rendoso que faz a festa até no ensino superior, onde a garra e a mobilização permanente dos corpos docentes mantêm a qualidade da maioria das faculdades estatais.

Mesmo assim, universidades como a PUC, beneficiadas por todo tipo de isenção, renúncia tributária e subvenções, cobram os olhos da cara para manter um ensino de qualidade aparente.

Outras, que assumem sua natureza quase cartorial, registram expansões vertiginosas: só a Estácio têm mais de 220 mil alunos, num universo de 6 milhões, dos quais, 5 milhões e 400 mil matriculados em escolas privadas.

A fome com a vontade de comer

A privatização e a terceirização juntam a fome com a vontade de comer dos corruptos e dos entreguistas. Em paralelo, as empresas privatizadas e as terceirizadas flanam nas nuvens da revenda e das fusões, alimentando um mercado especulativo referenciado pela tendência inevitável da formação de cartéis e monopólios. Em ambos os casos, rolam gordas propinas através das “consultorias” comandadas geralmente por quem tem acesso aos podres poderes.

Isso apetece à indústria da corrupção por razões óbvias: desde a Constituição de 1988, o acesso aos cargos públicos só é permitido por concurso. Já a terceirização e privatização podem acomodar milhares de apadrinhados e até fantasmas.

No caso dos concursados, o mais que pode acontecer – e acontece cada vez mais - são as fraudes na seleção, algumas vezes descobertas, que são praticadas por quadrilhas altamente sofisticadas.

Na contratação terceirizada, há uma farra de favorecimentos, abrindo amplos espaços para o pagamento de propinas. Na formulação dos custos se joga com os ingredientes mais gatunos do que nas obras terceirizadas – isto é, o plus pode ser superior a 100%. Um terceirizado acaba recebendo menos de 25% do que o contratante paga à empresa terceirizada.

Esta, por sua vez, também pode ser uma “cooperativa de mão de obra”, que burla os direitos trabalhistas através do artifício do trabalhador cotista, que torna seu custo 50% mais baixo. O resultado é que hoje os dados oficiais indicam a existência de 10 milhões de terceirizados, numa versão moderna dos antigos “bagrinhos” do Cais do Porto.

O estrangulamento do servidor concursado

Estudo da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico, publicado em maio de 2010 pelo Ministério do Planejamento, revela que os 6 milhões de servidores diretos ou autárquicos, inclusive aposentados e pensionistas, custam 12% do Produto Interno Bruto – PIB. Já os serviços públicos produzidos pelo setor privado e pagos pelo governo somam 15%.

Esse mesmo estudo revela que há proporcionalmente menos funcionários públicos no Brasil (12% do total de empregos no país) do que nos Estados Unidos, a Meca da economia privada, que tem 15% de sua mão de obra trabalhando diretamente para o Estado.

A tendência é estrangular o funcionalismo. Para isso, o pagamento de baixos salários cai como luva. Nesse caso, as disparidades regionais não refletem as disponibilidades dos seus tesouros. O Estado do Rio, que paga os piores salários aos bombeiros é o segundo do país em arrecadação e ainda recebe uma baba em royalties do petróleo.

O Conselho Nacional dos Secretários de Administração, divulgou em maio passado tabelas inacreditáveis: o menor salário de um enfermeiro no Sudeste é R$ 542,42; já no Centro-Oeste, que inclui a capital federal, o vencimento desse mesmo enfermeiro é de R$ 2500,00.

De acordo com a pesquisa, é no Centro-Oeste que os médicos do serviço público estadual recebem a menor e maior remuneração do país para uma carga horária de 20 horas semanais - R$ 497,38 e R$ 22.922,48 respectivamente.

A disparidade é mais gritante ainda se considerarmos os três entes da administração. Se em alguns cargos os servidores federais percebem vencimentos compatíveis, nos Estados e, mais gravemente nos municípios, oferecem remunerações humilhantes: um profissional de nível superior da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro ganha como básico – o que vai contar para a aposentadoria – pouco mais de R$ 600,00.

Se os bombeiros fluminenses mostram claramente a diferença entre seus salários e os de outros Estados, os guardas municipais da Prefeitura do Rio teriam motivos para maior amargura se compararem os seus vencimentos básicos de R$ 630,76 com o dos seus colegas de São José do Rio Preto, em São Paulo, que paga a um GM de início de carreira (3ª classe) 1.529,13, mais gratificação adicional.

No caso do Estado do Rio, por muitos anos houve congelamento dos salários dos servidores, aumentando ainda mais sua defasagem, e foram extintos benefícios como a incorporação de gratificação, após 10 anos.

Finalmente, por hoje, lembro que os servidores do Executivo ganham um terço dos seus colegas do Legislativo, do Judiciário e das grandes estatais. Essas diferenças decorrem da capacidade de mobilização corporativa, de injunções políticas e, no caso das empresas, da própria pressão do mercado.

Uma radiografia da situação dos funcionários públicos no Brasil mostrará que está em curso um processo de transferência acelerada de serviços do Poder Executivo para entidades privadas (as mais recentes novidades são as “organizações sociais”) e de transformação dos atuais servidores em dejetos funcionais, sina que só não atinge as chamadas carreiras de Estado, especialmente na área do Ministério da Fazenda e a Polícia Federal.

Fonte: publicado em http://www.porfiriolivre.info/2011/06/servidores-publicos-o-ultimo-sair.html, no dia  13 de junho de 2011 por Pedro Porfírio.