quarta-feira, 15 de junho de 2011

Servidores públicos: o último a sair apague a luz



Explosão dos bombeiros expõe massacre dos concursados com o projeto de terceirização e privatização do Estado brasileiro.


Uma licitação para serviços de faxina na Polícia Civil do Rio de Janeiro foi anulada nesta segunda-feira pela delegada Marta Rocha devido à denúncia de que a firma vencedora falsificou documento para disputar sem concorrentes: o Estado pagaria R$ 3.200,00 por faxineira à terceirizada, valor que não foi questionado pela chefa da Polícia. A trabalhadora ganharia o R$ 545,00, vale transporte e tíquete alimentação de R$ 6,00.

 O que será do amanhã?

A revolta dos bombeiros do Rio de Janeiro, consagrada pelo maciço apoio da população, com irreversíveis danos à imagem do governador Sérgio Cabral Filho, é apenas a erupção de um tumor no organismo estatal, alquebrado por uma investida deliberada que visa ao esvaziamento dos serviços públicos pela inanição do funcionalismo, sobretudo nos Estados e municípios, que pagam salários inacreditavelmente miseráveis à maioria do seu pessoal.

Os bombeiros militares que se amotinaram, conforme denúncia do ministério público militar, expuseram as veias das instituições combalidas pela mescla de interesses espúrios corpulentos, que operam cavilosamente na direção da terceirização dos serviços públicos, dentro das metas traçadas pelo “Consenso de Washington”, inspirador dos botes malévolos que escancaram as portas para a mais ampla hegemonia dos grupos transnacionais sobre a economia brasileira.

Um contracheque dos bombeiros não é diferente dos profissionais da educação, da saúde e de outras áreas em que os servidores já vivem a pão e água, sem exagero. A explosão que tingiu a orla de vermelho neste domingo resultou de meses e anos de clamores não ouvidos, levando os subalternos de uma corporação agregada em uma vintena de quartéis a costurarem uma organização de luta precária, mas o suficiente para minar a política autoritária e maliciosa que mantém milhares de servidores numa penúria assentida por falta de elos entre si e pela maldita ideologia da busca individualizada de gratificações pontuais compensatórias.

Sucateamento da saúde e da educação

Desde que o primeiro rábula do Estado Mínimo passou a dar as cartas, ainda no tempo da ditadura, uma avalanche pedras afiadas foi solapando o serviço público, a partir das rendosas áreas da saúde e da educação: foi como resultado dessa ação demolidora de hospitais de excelência mantidos então pela Previdência que surgiram os planos de saúde, negócios que hoje faturam R$ 45 bilhões anuais – R$ 15 bilhões em lucros declarados.

O mal trato das escolas públicas, em todos os níveis, engendrou milionárias redes de ensino privado, que matriculam quem pode e quem não pode aguentar o tranco. Nessa área, o negócio é tão rendoso que faz a festa até no ensino superior, onde a garra e a mobilização permanente dos corpos docentes mantêm a qualidade da maioria das faculdades estatais.

Mesmo assim, universidades como a PUC, beneficiadas por todo tipo de isenção, renúncia tributária e subvenções, cobram os olhos da cara para manter um ensino de qualidade aparente.

Outras, que assumem sua natureza quase cartorial, registram expansões vertiginosas: só a Estácio têm mais de 220 mil alunos, num universo de 6 milhões, dos quais, 5 milhões e 400 mil matriculados em escolas privadas.

A fome com a vontade de comer

A privatização e a terceirização juntam a fome com a vontade de comer dos corruptos e dos entreguistas. Em paralelo, as empresas privatizadas e as terceirizadas flanam nas nuvens da revenda e das fusões, alimentando um mercado especulativo referenciado pela tendência inevitável da formação de cartéis e monopólios. Em ambos os casos, rolam gordas propinas através das “consultorias” comandadas geralmente por quem tem acesso aos podres poderes.

Isso apetece à indústria da corrupção por razões óbvias: desde a Constituição de 1988, o acesso aos cargos públicos só é permitido por concurso. Já a terceirização e privatização podem acomodar milhares de apadrinhados e até fantasmas.

No caso dos concursados, o mais que pode acontecer – e acontece cada vez mais - são as fraudes na seleção, algumas vezes descobertas, que são praticadas por quadrilhas altamente sofisticadas.

Na contratação terceirizada, há uma farra de favorecimentos, abrindo amplos espaços para o pagamento de propinas. Na formulação dos custos se joga com os ingredientes mais gatunos do que nas obras terceirizadas – isto é, o plus pode ser superior a 100%. Um terceirizado acaba recebendo menos de 25% do que o contratante paga à empresa terceirizada.

Esta, por sua vez, também pode ser uma “cooperativa de mão de obra”, que burla os direitos trabalhistas através do artifício do trabalhador cotista, que torna seu custo 50% mais baixo. O resultado é que hoje os dados oficiais indicam a existência de 10 milhões de terceirizados, numa versão moderna dos antigos “bagrinhos” do Cais do Porto.

O estrangulamento do servidor concursado

Estudo da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico, publicado em maio de 2010 pelo Ministério do Planejamento, revela que os 6 milhões de servidores diretos ou autárquicos, inclusive aposentados e pensionistas, custam 12% do Produto Interno Bruto – PIB. Já os serviços públicos produzidos pelo setor privado e pagos pelo governo somam 15%.

Esse mesmo estudo revela que há proporcionalmente menos funcionários públicos no Brasil (12% do total de empregos no país) do que nos Estados Unidos, a Meca da economia privada, que tem 15% de sua mão de obra trabalhando diretamente para o Estado.

A tendência é estrangular o funcionalismo. Para isso, o pagamento de baixos salários cai como luva. Nesse caso, as disparidades regionais não refletem as disponibilidades dos seus tesouros. O Estado do Rio, que paga os piores salários aos bombeiros é o segundo do país em arrecadação e ainda recebe uma baba em royalties do petróleo.

O Conselho Nacional dos Secretários de Administração, divulgou em maio passado tabelas inacreditáveis: o menor salário de um enfermeiro no Sudeste é R$ 542,42; já no Centro-Oeste, que inclui a capital federal, o vencimento desse mesmo enfermeiro é de R$ 2500,00.

De acordo com a pesquisa, é no Centro-Oeste que os médicos do serviço público estadual recebem a menor e maior remuneração do país para uma carga horária de 20 horas semanais - R$ 497,38 e R$ 22.922,48 respectivamente.

A disparidade é mais gritante ainda se considerarmos os três entes da administração. Se em alguns cargos os servidores federais percebem vencimentos compatíveis, nos Estados e, mais gravemente nos municípios, oferecem remunerações humilhantes: um profissional de nível superior da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro ganha como básico – o que vai contar para a aposentadoria – pouco mais de R$ 600,00.

Se os bombeiros fluminenses mostram claramente a diferença entre seus salários e os de outros Estados, os guardas municipais da Prefeitura do Rio teriam motivos para maior amargura se compararem os seus vencimentos básicos de R$ 630,76 com o dos seus colegas de São José do Rio Preto, em São Paulo, que paga a um GM de início de carreira (3ª classe) 1.529,13, mais gratificação adicional.

No caso do Estado do Rio, por muitos anos houve congelamento dos salários dos servidores, aumentando ainda mais sua defasagem, e foram extintos benefícios como a incorporação de gratificação, após 10 anos.

Finalmente, por hoje, lembro que os servidores do Executivo ganham um terço dos seus colegas do Legislativo, do Judiciário e das grandes estatais. Essas diferenças decorrem da capacidade de mobilização corporativa, de injunções políticas e, no caso das empresas, da própria pressão do mercado.

Uma radiografia da situação dos funcionários públicos no Brasil mostrará que está em curso um processo de transferência acelerada de serviços do Poder Executivo para entidades privadas (as mais recentes novidades são as “organizações sociais”) e de transformação dos atuais servidores em dejetos funcionais, sina que só não atinge as chamadas carreiras de Estado, especialmente na área do Ministério da Fazenda e a Polícia Federal.

Fonte: publicado em http://www.porfiriolivre.info/2011/06/servidores-publicos-o-ultimo-sair.html, no dia  13 de junho de 2011 por Pedro Porfírio.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ato de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Municipal e do Sistema Previdenciário


Dezenas de pessoas acompanharam o lançamento da Frente Parlamentar de Defesa do Servidor Municipal e do Sistema Previdenciário do Município do Rio de Janeiro.


O encontro, por iniciativa do vereador Eliomar Coelho (PSOL), aconteceu nesta quinta-feira (12/05), no Salão Nobre da Câmara e teve como objetivo debater o Projeto de Lei Complementar 41/2010, de autoria do Poder Executivo Municipal. Além do vereador Eliomar Coelho, presidente da Frente, estiveram presentes os vereadores Paulo Pinheiro (PPS), Reimont (PT) e Sonia Rabello (PV); o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze; a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Rosilene Silva e o presidente da Associação dos Servidores do PREVI-RIO, Ulysses Silva. 


Eliomar Coelho se mostrou preocupado com a proposta do Executivo e ressaltou a importância da participação dos servidores nessa Frente. “Caso a proposta da Prefeitura do Rio seja aprovada, os servidores, ao se aposentar, perderão direitos como a integralidade, a paridade e as pensões serão reduzidas em cerca de 70% dos vencimentos da ativa. Temos muito a discutir e a mobilização do servidor é fundamental”, afirmou o parlamentar. 

Para a vereadora Sonia Rabello (PV), é importante que os servidores elaborem soluções a fim de salvar os Fundos de Pensão dos Servidores. “Precisamos saber o que queremos para negociar com o Prefeito. Defesa do servidor é a defesa do serviço público municipal do Rio de Janeiro. É impossível essa cidade pretender realizar Olimpíadas e Copa do Mundo sem, no mínimo, deixar como legado uma cidade que funcione e um serviço público eficiente”, disse a vereadora.

Segundo Ulysses Silva, “a quantidade de gente presente no evento demonstra que o servidor tem disposição sim para ir às ruas e ao Plenário cobrar uma iniciativa que defenda as nossas questões”.


Fonte: site da Câmara Municipal do Rio de Janeiro

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Resposta do Vereador Carlo Caiado

Amigo,


Vou votar contra o PLC 41 e a favor dos servidores.


Abraço,
CC

caiado@carlocaiado.com.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Declaração dos Vereadores contrários ao PLC-41

Nossa campanha de mensagens para Câmara Municipal já conta com resultados importantes. São três os vereadores que já se manifestaram a favor do servidor na luta contra os cortes de direitos do projeto de lei complementar 41. Participe de nossa campanha, veja abaixo como fazer (postagem do dia 06 de maio)!!!

Lembramos que na próxima quinta-feira, 12 de maio, haverá o debate de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Municipal e do Sistema Previdenciário. O evento vai começar às18h no Salão Nobre da CMRJ. Um representante do MUDSPM comporá a mesa com um representante do Sindicato do Médicos, do Sindicato dos Profissionais de Educação, Vereador Eliomar Coelho e demais componentes da frente legislativa.

Divulgue e compareça!!

Resposta do Vereador Eliomar Coelho



Prezados, se puderem encaminhar esse texto:

Com toda certeza, vocês tem razão ao exigir que os vereadores manifestem posição contrária ao PLC 041. 
De nossa parte, durante todo ano passado, estivemos ao lado do conjunto do funcionalismo municipal, nos atos contra a proposta de revisão do regime previdenciário dos servidores municipais.
No início dos trabalhos legislativos do presente ano - 2011 - encaminhamos proposta à Presidência da Câmara visando a criação de uma FRENTE PARLAMENTAR DE  DEFESA DO SERVIDOR MUNICIPAL E DO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO MUNICIPAL, com o objetivo de promover debates, audiências e estudos que permitam a adoção de futuras ações legislativas que visem  garantir a segurança e a estabilidade do sistema previdenciário reduzindo as incertezas que hoje permeiam o imaginário dos servidores ativos, inativos e pensionistas.

Por se tratar de matéria que contou com o apoio da maioria absoluta dos vereadores, a proposta foi aprovada pela Mesa Diretora da CMRJ - Resolução nº 7663/2011 - e publicada no DCM, encontrando-se então em vigor, sob a presidência de nosso mandato.

Em breve nos reuniremos com representantes das diversas categorias funcionais de servidores para iniciarmos atividades visando o defesa do regime previdenciário dos servidores.

Gabinete Vereador Eliomar Coelho - PSOL/RJ
Telefones - 2220-5538 ou 3814-2005 a 2008

Resposta do Vereador Paulo Pinheiro


Prezados,

Obrigado pelo e-mail.

Minha posição é contrária a aprovação do PLC 41. No que depender de meu voto, nunca o funcionalismo público perderá qualquer direito.

Acompanhe meu posionamento,  e minhas atividades pelo site: www.paulopinheiro.org

Conte comigo!

Um abraço,


Paulo Pinheiro 

Resposta do Vereador Leonel Brizola Neto


Prezado servidor (ra)
Tenho a grata satisfação de informar que jamais votarei contra os servidores municipais. Fui criado e educado nos princípios Brizolistas e Trabalhistas. Essa lei da paridade quem iniciou foi o Governador Leonel Brizola em atendimento a mobilização da categoria de 1986.
Por este motivo e por nossos ideais socialistas nunca alterarei nada que mude os princípios de luta do PDT. Peço ainda, sua colaboração para divulgação de minha posição negativa a esse projeto.
Estarei sempre ao lado povo!!
E desde já coloco nosso Gabinete a sua disposição.
Atenciosamente, 
Vereador Leonel Brizola Neto 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

VEREADOR, NÃO VOTE CONTRA O SERVIDOR!


O Movimento organizado dos servidores do Rio cresce em mobilização. Chegou a hora de você participar pela internet. Estamos organizando a avalanche de mensagens contra o PLC-41 que corta direitos dos servidores municipais. Copie abaixo o endereço do e-mail dos vereadores e exija a cobrança do que o prefeito deve ao Fundo dos servidores, peça voto contra o corte de direitos no serviço público.

O MUDSPM vai publicar aqui no blog as declarações de voto contrárias ao PLC-41 a partir da próxima segunda-feira (09/maio). Para ser publicada, a declaração de voto do vereador deve ser enviada para mudspmrj@ymail.com. Participem!!! 

Os Vereadores Eliomar Coelho (PSOL) e Leonel Brizola Neto (PDT), já enviaram suas declarações de voto contra o PLC-41 e por isso tiveram seus nomes retirados da lista de e-mail, na próxima segunda publicaremos suas mensagens.


adilsonpires@camara.rj.gov.br, cerruti@camara.rj.gov.br, afreitas@camara.rj.gov.br, andrea.vieira@camara.rj.gov.br,argemiropimentel@camara.rj.gov.br, bencardino@camara.rj.gov.br, carlinhosmecanico@camara.rj.gov.br, caiado@carlocaiado.com.br, contato@carlosbolsonaro.com.br, chiquinho.brazao@camara.rj.gov.br, dr.carloseduardo@camara.rj.gov.br, dr.edisondacreatinina@camara.rj.gov.br, dr.eduardomoura@camara.rj.gov.br, fernandomoraes@camara.rj.gov.br, dr.gilberto@camara.rj.gov.br, doutorjairinho@camara.rj.gov.br, drjoaoricardo@camara.rj.gov.br, doutor@jorgemanaia.com.br, eiderdantas@camara.rj.gov.br, elton.babu@camara.rj.gov.br, faustoalves@camara.rj.gov.br, ivanirdemello@camara.rj.gov.br, joaocabral@camara.rj.gov.br, joaomendesdejesus@camara.rj.gov.br, vereadorjorgebraz@camara.rj.gov.br, jorge.felippe@camara.rj.gov.br, jpereira@camara.rj.gov.br, jorge.silva@camara.rj.gov.br, jose.everaldo@camara.rj.gov.br, luizandredeco@camara.rj.gov.br, lcramos@camara.rj.gov.br, marceloarar@camara.rj.gov.br, marceloarar@camara.rj.gov.br, marcelopiui@camara.rj.gov.br, nereide.pedregal@camara.rj.gov.br, patricia.amorim@camara.rj.gov.br, messina@camara.rj.gov.br, paulopinheiro@camara.rj.gov.br, prof.uoston@camara.rj.gov.br, reimont@reimont.com.br, renato.moura@camara.rj.gov.br, robertomonteiro@camara.rj.gov.br, rosa.fernandes@camara.rj.gov.br, vereadorrubensandrade@gmail.com, sferraz@camara.rj.gov.br, soniarabello@camara.rj.gov.br, vereadorataniabastos@camara.rj.gov.br, teresa.bergher@camara.rj.gov.br, tiocarlos@camara.rj.gov.br, veralins@camara.rj.gov.br



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VEREADOR, NÃO VOTE CONTRA O SERVIDOR!!!

Prezado(a) Vereador(a), 
O servidor municipal do Rio de Janeiro já atende à população da nossa cidade sob condições muitas vezes desumanas, não merece mais este golpe em um dos seus principais direitos, o de ter uma aposentadoria digna ou uma pensão sem perdas para sua família. Solicitamos a V. S.ª que vote contra o PLC-41 e cobre ao Prefeito do Rio de Janeiro e a sua Secretária de Fazenda o que eles devem ao Fundo de Previdência.


Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ato de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público

Está marcado para o próximo dia 12 de maio, na Câmara Municipal do Rio, o ato de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público e do Sistema Previdenciário. O encontro vai ocorrer no salão nobre da Câmara Municipal às 18:15h do dia 12 (quinta-feira) e vai contar com a presença de vereadores que compõem a frente parlamentar, servidores ativos, inativos e suas entidades de representação. A frente parlamentar foi formada por iniciativa do vereador Eliomar Coelho e conta com a assinatura de 26 dos 51 Vereadores. O compromisso é debater a atual política de privatizações do governo Paes e a administração do Sistema de Previdência dos servidores que, segundo a prefeitura, precisa ser reformado com corte de direitos.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Ato Público dos Servidores da Rede Municipal - 03/05/2011

Profissionais da Rede Municipal realizaram um ato público nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia para protestar contra a Proposta de Lei Complementar nº 41 do Prefeito Eduardo Paes, que propõe mudanças no sistema previdenciário e retira diversos direitos dos servidores. O SEPE organizou uma comissão para percorrer os gabinetes e entregar aos vereadores uma carta compromisso para que se comprometam a votar contra a PLC 41.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Charge Previ-Rio

Genial charge do companheiro Carlos Latuff sobre o 'rombo' na Previdência.

Resolução da Mesa Diretora - nº 7663 - de 29/04/2011

Cresce e se fortalece a mobilização contra o desmonte do Serviço Publico no município do Rio. Está formada a Frente Parlamentar em Defesa do Servidor Público e do Sistema Previdenciário. É mais um importante passo. Agora é a hora de os servidores ativos, inativos e pensionistas mobilizarem com toda força os vereadores para que legislem em favor do Povo do Rio de Janeiro e não a pedido do Banco Mundial.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Profissionais de ensino se mobilizam por condições de trabalho.

Paralisação na rede municipal de ensino do Rio dia 3 de maio. Previdência digna também é direito fundamental e está na pauta da mobilização do pessoal da educação. Todos por uma educação de qualidade para o povo do Rio e contra os cortes de direitos na Previdência dos Servidores!!!
 
Enquanto isso, mais uma vitória do povo do Rio na justiça. TRF confirma por unanimidade que Prefeitura do Rio manipula ilegalmente o orçamento MÍNIMO definido em lei para educação.
O Fluminense 19/04/2011

Folha Dirigida 19/04/2011
 

'Metrô e Barca, privatizou. Melhorou?'. Com a palavra o Povo do Rio de Janeiro

Sociedade se mobiliza contra a política de privatizações na Prefeitura do Rio em audiência pública sobre OSs na Câmara Municipal.

Sem se esquecer de que os milhares de profissionais contratados por OSs deixam de contribuir pro Fundo de Previdência dos servidores do Rio. A política de privatizações, além de não atender aos interesses do povo, funciona como sabotagem do FUNPREVI a medida que impede a renovação da base contributiva.

É falacioso o argumento de que a Prefeitura está impedida de fazer concursos por questões orçamentárias. Existe uma folga de mais de R$ 2 bilhões para o limite de despesa com pessoal imposto pela lei. Está cada vez mais evidente: o desmonte da máquina pública e do serviço público de carreira em favor do enriquecimento dos 'gestores de OSs' é uma opção política deste governo.
 

Folha Dirigida 19/04/2011

 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Manifestações de servidores veiculadas na coluna "Conexão Leitor" do Jornal O Dia

Servidores municipais, sejam ativos ou inativos, estão mobilizados para barrar a reforma da Previdência no município do Rio de Janeiro.
Parabéns servidores!! Juntos vamos impedir mais esse golpe encomendado pelo Banco Mundial.
Jornal O DIA - 05/04/2011
Jornal O DIA - 06/04/2011


Jornal O DIA - 12/04/2011 


"Redução de benefícios dos inativos do Rio volta à pauta"

Prefeitura deve mais de 1 Bi ao Fundo de Previdência dos servidores do Rio, não repassa contribuições patronais de algumas carreiras desde 2002, nomeia presidentes que desvia recursos do FUNPREVI e insiste nas propostas de redução de benefícios encomendadas pelo Banco Mundial. Como não conseguiu superar a mobilização dos servidores junto à Câmara dos Vereadores com o PLC-41, agora tenta dourar a pílula com um plano fajuto de 'recuperação do fundo' sem pagar um tostão da dívida que tem com os servidores.


Matéria do jornal O Dia - 05/04/2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Carta Aberta aos Servidores do Município do Rio de Janeiro


            Em virtude das declarações prestadas pelo Sr Vinícius Rocha Viana e pela Secretária de Fazenda Eduarda Cunha de La Rocque, na Audiência Pública da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira, realizada em 18 de novembro de 2010, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (ata em anexo – Anexo I, com grifos nossos), nós, Conselheiros Eleitos do Conselho de Administração do Previ-Rio, constatamos ser  necessário prestar os seguintes esclarecimentos:

Considerando os sucessivos pareceres emanados do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, que recomendam o imediato pagamento da dívida do Tesouro Municipal com o FUNPREVI e

Considerando o resultado não conclusivo da 66ª Sessão Ordinária do Conselho de Administração do Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro – Previ-Rio (ata em anexo – Anexo II, com grifos nossos), na qual seria apreciada “a questão da interpretação da  data de corte” (sic), fato gerador da dívida mencionada no item anterior,
           
Vimos, nesta, informar que

1 – Não existe até a data de assinatura desta carta aberta nenhuma posição ou parecer oficial aprovado pelo Conselho de Administração do Previ-Rio a respeito do não pagamento ou da não existência de dívida do Tesouro Municipal com o FUNPREVI

2 – Os conselheiros que chancelam esta carta aberta reconhecem como oficial, em relação à data de corte, apenas o que rege a Lei 3344/2002, em seu Art. 33 §§1° e 2° (Anexo III)

3 – Os conselheiros que chancelam esta carta aberta reconhecem como oficial, em relação à dívida do Tesouro Municipal com o FUNPREVI, apenas os sucessivos pareceres do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (destaque do Parecer Prévio Exercício 2009, em anexo -  Anexo IV, com grifos nossos), que recomendam o pagamento imediato deste valor.


4 – Ninguém, seja qual for seu cargo ou função, está autorizado a emitir qualquer parecer ou opinião  oficial a respeito destes temas e em particular sobre a cobrança ou o perdão de dívidas para com o FUNPREVI sem que haja aprovação prévia do Conselho de Administração do Previ-Rio, conforme define a Lei 3344/2002, em seu Art.12, inciso I e Art. 15, incisos IV, V, VI (anexo V).

Assinam este documento:

César Augusto Ribeiro Filho – 2º Eleito
Afonso Celso Teixeira – 4º Eleito
Mauro Cesar Lamego Loureiro Monteiro – 1º Suplente

 
ANEXO I






ANEXO II

ATA SUMÁRIA DA 66ª SESSÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO –
PREVI-RIO

1.      DATA, HORA E LOCAL: Em 28 de setembro de 2010, às 15 h e 40 min., na sala de reuniões do Gabinete da Presidência do PREVI-RIO, situado na Rua Afonso Cavalcanti, 455 – Anexo – 11º andar – Cidade Nova, nesta cidade.

2.      ORDEM DO DIA: 1) Apreciação da Ata Sumária da 65ª Sessão Ordinária do CAD, realizada em 26/08/2010; 2) Deliberação acerca do Orçamento do PREVI-RIO/FUNPREVI/FASS para o exercício de 2011; 3) Apresentação de propostas alternativas às da Autarquia acerca das Diretrizes Gerais de Gestão, Investimento e Alocação de Recursos do FUNPREVI e do PREVI-RIO para 2010 e da Política de Investimentos do FUNPREVI para o segundo semestre de 2010; 4) A questão da interpretação da data de corte; 5) Discussão sobre o Projeto de Lei Complementar Nº 41/2010; 6) Assuntos Gerais.

3.      DELIBERAÇÕES:
...
Quanto ao item 4, a Conselheira Eduarda Cunha de La Rocque registrou que a interpretação da data de corte é uma questão herdada da antiga administração acerca da qual a Secretaria Municipal de Fazenda tem discutido com o Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro e com o Prefeito, com o fito de alcançar uma solução. A Conselheira Eduarda Cunha de La Rocque recomendou que o assunto seja item de pauta de uma próxima sessão ordinária do Conselho, no momento em que tiver sido alcançada uma possível solução para o problema.

...

ANEXO III

Art. 33. O Tesouro Municipal repassará ao FUNPREVI, mensalmente, na forma prevista nos §§ 1.º e 2.º do art. 6.º desta Lei, o montante correspondente ao pagamento integral das aposentadorias dos servidores já aposentados, assim como aquele relativo a futuras aposentadorias dos servidores que, na data da vigência desta Lei, já tiverem satisfeito todas as condições necessárias à concessão da aposentadoria.
§ 1.º O total dos repasses a que se refere o caput será deduzido do valor da contribuição previdenciária devida pelo Município, relativa aos servidores admitidos até a data da vigência desta Lei.
§ 2.º Fica preservada a obrigatoriedade do recolhimento integral da Contribuição Previdenciária prevista no § 1.º do art. 6.º, relativa aos servidores admitidos após a data da vigência desta Lei.

ANEXO IV



PARECER PRÉVIO

O TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, com base no art. 71 da Constituição Federal, no art. 124, § 3º da Constituição Estadual, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 04 de 1991, no art. 88, inciso I da LeiOrgânica do Município do Rio de Janeiro e no art. 29, § 3º da Lei nº 289, de 25 de novembro de 1981, alterada pela Lei Complementar nº 82, de 16 de janeiro de 2007, de sua Lei Orgânica; e CONSIDERANDO que as Contas do Poder Executivo, referentes ao exercício de 2009, foram prestadas dentro do prazo previsto no art. 107, inciso XII, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro;

CONSIDERANDO que os Balanços Orçamentário, Financeiro e Patrimonial e os Demonstrativos das Variações Patrimoniais estão escriturados conforme os preceitos de contabilidade pública e expressam os resultados da gestão orçamentária, financeira e patrimonial;

CONSIDERANDO que as análises do Sr. Secretário Geral e da Procuradoria Especial concluem pela emissão de Parecer Prévio Favorável;

CONSIDERANDO, finalmente, que ficam pendentes de quitação as responsabilidades de administradores e demais responsáveis pela ordenação de despesas cujas Contas pendem de
julgamento por este Tribunal,


R E S O L V E

Emitir parecer prévio favorável à aprovação das Contas de Gestão da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, atinentes ao exercício de 2009, de responsabilidade do Prefeito, Excelentíssimo Senhor Eduardo da Costa Paes, com a determinação, recomendações, alertas e sugestões apontadas.

...

Recomendações

...

5. Que os repasses devidos pelo Tesouro Municipal ao FUNPREVI sejam efetuados de acordo com o disposto na Lei Municipal nº 3.344/01 (subitens 4.1.2 e 9.4.5);
...
11. Que se proceda à regularização dos créditos do Fundo Especial de Previdência do Município do Rio de Janeiro - FUNPREVI com órgãos e entidades do Município do Rio de Janeiro (subitens 4.1.4, 5.2.6 e 9.4.16);

 

ANEXO V

Art. 12. O PREVI- RIO será gerido:
I - nas instâncias consultiva e deliberativa, pelo Conselho de Administração
...

Art. 15. Compete privativamente ao Conselho de Administração do PREVI- RIO:
....
IV - fixar, anualmente, as diretrizes gerais de gestão, investimento e alocação de recursos do PREVI- RIO e do FUNPREVI;
V - exercer a supervisão das operações do FUNPREVI e do PREVI- RIO;


quarta-feira, 16 de março de 2011

"Sobre os cursos de inglês financiados pelo Previ-Rio"

Assistimos a uma série de medidas governamentais que são tomadas com o discurso confortável de beneficiar às classes menos favorecidas. Isso acontece em várias esferas . Alguns discordam, outros concordam, outros pensam ser momentaneamente necessárias.
Penso que a discussão não pode ser absolutizada. Cada caso é um caso. E o caso que me interessa, aqui, são os benefícios que a prefeitura, com recursos do PreviRio, oferece para essa população, sempre necessitada de ajuda.
Vários programas assistencialistas são criticados. Em sua maioria, as críticas se dirigem ao assistencialismo, sem questionar as diferenças de tais benefícios. Colocar todos no mesmo patamar é desconhecer, por completo, tais programas.
Não quero entrar na discussão de tais programas, o que quero é dizer que todos se aproveitam do sucesso que programas assistencialistas fizeram com o governo Lula.
Volto a dizer que não vou discutir esse assunto. Porém, utilizei essa introdução para dizer que, não consigo ser favorável a certos auxílios que hoje o PREVIRIO sustenta.
Ao ser eleito, prometi que defenderia uma reorganização nos benefícios. Além de não ter conseguido isso, fui diversas vezes surpreendido com medidas que já haviam sido amplamente divulgadas e que, fortuitamente, eram discutidas com o Conselho eleito.
Sempre soube que os conselhos estabelecidos têm essa configuração anti-democrática. Participei e incentivei outros companheiros a comporem outros conselhos, como os de educação e de alimentação.
Sempre vimos que éramos minoria e sabíamos que o poder executivo conseguiria ganhar qualquer votação numa eventual disputa. Acontece que, nessa composição do CAD, percebemos que há um interesse em nos
convencer de tudo e que se irritam com nossas posições, por vezes, contrárias ao governo.
Entre vários assuntos, quero destacar um deles. Soubemos que a prefeitura, mais uma vez em nome das olimpíadas, oferece para os filhos dos servidores um curso de inglês. Claro que, os beneficiados seriam aqueles de baixa renda.
Imediatamente, somos levados a pensar o quanto isso é bom para essas pessoas. E eu, sinceramente acredito, que muito dos idealizadores desse projeto também acreditam.
Peço, no entanto, que reflitam comigo: não há, hoje, no Rio de Janeiro, uma lei que regulamente os cursos livres, em particular nesse caso, os cursos de inglês.
Segundo, a prefeitura é responsável por 9 anos de ensino que poderiam, perfeitamente, suprir no ensino de inglês, os propostos 3 anos e meio. Sendo assim, pergunto: se a prefeitura não cumpriu sua obrigação, seremos nós, servidores, que arcaremos com isso? Não nos parece uma repetição dos planos de saúde? Para mim, se repetirá um erro imperdoável. Vamos financiar iniciativas privadas sem nenhum compromisso com qualidade.
No caso dos cursos de inglês, é mais grave, pois é sabido que não há regulação e, por isso, não se pode controlá-los.
Sendo diretor do Sinpro-Rio, sindicato dos professores da rede privada, sei que os cursos que não tem acordos com nosso sindicato, preferem ter em seus quadros profissionais, pessoas que se submetem a condições adversas à carreira pois não se interessam em prossegui nela.
O meu principal argumento para que o PREVI-RIO não financie esse tipo de benefício é que não podemos deixar que dinheiro público financie iniciativas privadas sem controle. O argumento comum de que o mercado regula não se aplica à educação. Serviços privados de educação e saúde tendem a reduzir sua qualidade em virtude da enorme oferta com preços atraentes. Somando-se a esse quadro, a situação caótica da saúde e educação municipais, constrói-se o argumento de que estamos oferecendo melhores condições para aqueles de baixa renda.
Como professor da rede municipal e da iniciativa privada, não tenho medo em afirmar: não podemos financiar iniciativas privadas sem o mínimo de controle público. Além disso, saúde e educação é dever do poder público. O PREVI-RIO não deve substituir isso.

Afonso Celso membro do Conselho do PREVIRIO, professor da rede municipal do Rio de Janeiro e diretor do Sinpro-Rio-Sindicato dos professores.